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Mostrando postagens de novembro, 2012

A SATISFAÇÃO POR CRISTO

Cremos que Jesus Cristo é um eterno Sumo Sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, o que Deus confirmou por juramentol. Perante seu Pai e para apaziguar-Lhe a ira, Ele se apresentou em nosso nome, por satisfação própria2, sacrificando-se a si mesmo e derramando seu precioso sangue, para purificação dos nossos pecados3, conforme os profetas predisseram4. Pois, está escrito que "o castigo que nos traz a paz estava sobre " o Filho de Deus e que "pelas suas pisaduras fomos sarados"5; "como cordeiro foi levado ao matadouro"; "foi contado com os transgressores"6 (Isaías 53: 5,7,12); e como criminoso foi condenado por Pôncio Pilatos embora este o tivesse declarado inocente7. Assim, então, restituiu o que não tinha furtado (Salmo 69:4), e sofreu, "o justo pelos injustos"8 (lPedro 3:18), tanto no seu corpo como na sua alma9, de maneira que sentiu o terrível castigo que os nossos pecados mereceram. Assim "o seu suor se t...

A LEI E O EVANGELHO

Chamamos de "Palavra de Deus" os livros canônicos do Antigo e Novo Testamentos, por terem procedido da boca do próprio Deus. Dividimos esta Palavra em duas partes principais: uma e chamada "Lei", a outra "Evangelho"'. O que chamamos de Lei é a doutrina cuja semente é escrita pela natureza em nossos corações. Entretanto, para que nosso conhecimento fosse mais preciso, ela foi escrita por Deus, em duas tábuas e é compreendida, resumidamente, em dez mandamentos. Neles, Deus estabelece para nós a obediência e a perfeita justiça, as quais devemos a Sua majestade e aos nossos semelhantes, em termos contrastantes: vida eterna, se guardarmos a Lei perfeitamente, sem omitir um ponto sequer, ou morte eterna, se não cumprirmos completamente cada mandamento (Dt. 30: 15-20; Tg. 2:10). O que chamamos de Evangelho (Boas Novas) é a doutrina que não está totalmente em nós por natureza, mas é revelada do céu (Mt. 16:17; Jo. 1: 13) e supera totalment...

A intimidade me revela

Intimidade é uma virtude que poucos querem no atual mundo marcado pela superficialidade, cujas relações sociais são tão descartáveis quanto copinhos plásticos de café. Num século em que as relações mais intensas transitam pelo mundo virtual, poucos querem de fato experimentar quaisquer tipos de convivência permeada por intimidade. Tal dificuldade se dá em razão dos efeitos que esse tipo de relação provoca. Relações íntimas são avassaladoras, pois revelam quem realmente sou, revelam os sonhos que dirigem minhas ações, revelam meus defeitos mais secretos, meus vícios disfarçados sob o manto de virtudes, revelam minhas deficiências, minha humanidade; enfim, relações íntimas revelam as fraquezas mais imperceptíveis. É impossível esconder algo de alguém, quando se é íntimo desse alguém. Não há como “parecer ser” diante de quem de fato nos conhece. Com gente íntima simplesmente somos. E pronto. As Escrituras revelam que Deus é a favor da intimidade. Segundo a Bíblia, “a intimidade do ...

A Reforma, os Evangélicos e a Unidade da Igreja: Como a Eclesiologia Calvinista pode contribuir com o Evangelicalismo Contemporâneo?

  Rev. Gustavo Leite Castello Branco Em um livro escrito em 1995 e intitulado Evangelicalismo e o Futuro do Cristianismo , Alister McGrath constata que, apesar do evangelicalismo continuar crescendo, está dividido sob vários títulos denominacionais. Ele também afirma que exatamente este fato representa uma ameaça para o futuro do evangelicalismo como um movimento cristão. A procura de um “antídoto” para essa tendência de constantes divisões entre os evangélicos, é expressa por McGrath nas seguintes palavras: “A estratégia mais importante para a conservação e manutenção de um senso de identidade evangélica e o redescobrir das raízes do movimento, especialmente no Novo Testamento e na Reforma do Século XVI” (115). Portanto, neste breve trabalho, procuramos mostrar, a título de exemplificação, como a redescoberta de algumas verdades contidas na eclesiologia de João Calvino pode ser bastante saudável para o evangelicalismo como um todo. Entretanto, este não é um ...

A Relação entre Deus e as Tragédias como o Furacão Sandy

Postado por Augustus Nicodemos Toda vez que uma catástrofe ou tragédia de grande proporção atinge o mundo retorna à blogosfera a questão do mal e do sofrimento dos inocentes em um mundo governado por um Deus bom e Todo-Poderoso. É o caso do furacão Sandy, que nestes dias tem causado uma enorme destruição e a morte de dezenas de pessoas nos Estados Unidos e outros países. De longa data o mal que existe no mundo vem sendo usado como uma tentativa de se provar de que Deus não existe, ou se existe, não é bom. E se for bom, não é todo-poderoso - esta última hipótese defendida pelo teísmo aberto. "Onde estava Deus quando estas tragédias aconteceram?" é a pergunta de pessoas revoltadas com o fato de que centenas de pessoas boas, desprevenidas, cidadãos de bem, foram apanhados numa tragédia e morreram de forma terrível, deixando para trás famílias, filhos, entes queridos. Eu entendo a preocupação com o dilema moral que tragédias representam quando vistas a pa...

A Soberana Escolha de Deus ao Salvar

por Matt Perman O homem é totalmente depravado – indisposto para crer aparte da graça soberana e eficaz de Deus. João 6:44; 8:47 Romanos 3:9-18; 8:7-8 1 Coríntios 2:14 Efésios 2:1-3 João 3:19-20 Deus pode trazer à fé quem quer que Ele deseje; a incredulidade não mantém Deus como refém nem destrona Sua soberana escolha de salvar uma pessoa. Sua graça salvadora é sempre eficaz quando Ele deseja que ela seja, todavia, ela não força alguém a vir para Cristo, mas faz com que ele venha voluntariamente. Salmos 115:3 Isaías 55:11; 46:10 Romanos 8:30 Jó 42:2 João 5:21; 6:37-40, 44, 55, 64-65; 18:37 Daniel 4:35 Os versos da próxima seção também se aplicam aqui. A salvação depende em última instância da vontade de Deus, não da do homem. Deus soberanamente escolhe quem salvar, aparte de qualquer condição encontrada no homem. Isto é chamado “eleição incondicional”. Efésios 1:4-11 (observe especialmente os versos 5 e 11); 2:4; 10 Atos 13:48 João 1:13; 3:37; 8:47; 10:26...

O dom de pensar e a servidão do pensamento

  Criados para pensar Deus escolhe um momento único e último — como símbolo de sua importância — para criar os seres humanos, parcela privilegiada da criação, marcados com os atributos de sua imagem e semelhança, entre estes a capacidade de pensar. Os humanos, pela graça de Deus, são os únicos seres pensantes. Isso os equipa para a realização do propósito de serem mordomos e continuadores da obra de Deus (mandato cultural). Somente os humanos seriam capazes de compreender, refletir, propor e intervir significativamente. Vão, assim, gerando as culturas em sua materialidade (cadeiras, automóveis) e imaterialidade (governo, moral), com toda sua diversidade. A expulsão do Éden trouxe a ambigüidade e a contradição entre a imago dei e o pecado em todos os seres e em tudo que fazem, inclusive no pensar. Além de diferentes coeficientes intelectuais, pensamos construtiva ou destrutivamente. A queda não leva Deus a desvalorizar o pensamento humano. Ele o inspira na elaboração das Escrit...

A Igreja Vive em Pecado V

Por razões de natureza doutrinária na redação dos Credos (inclusive de natureza linguística) tivemos os cismas dos Nestorianos e dos Pré-Calcedônicos. A pretenção do Bispo de Roma (até então apenas com um primado de honra) em querer ser o Chefe de toda a Igreja (quando as Dioceses eram autônomas e os patriarcados autocéfalos), resultou no Grande Cisma entre Ocidente e Oriente, no fundo resultado da divisão do Império Romano entre Roma e Constantinopla, a cultura latina e a cultura grega. Lamentavelmente, a Igreja Bizantina reagiu antiteticamente, pretendendo ser ela, e não Roma a verdadeira Igreja. E assim passamos a ter, pelos quinze séculos seguintes esses quatro ramos, além dos Uniatas, que foram Orientais que reconheceram o Primado de Roma. Ate a época da Reforma ninguém usava a expressão Igreja Local para uma comunidade localizada ou Paróquia. Todos chamavam a Diocese de Igreja Local. Roma chamava as Igrejas de cada país de Igrejas Particulares, e os Ortodoxos Orientais (Biza...

A Igreja Vive em Pecado IV

  Estamos nos aproximando das festividades comemorativas aos 500 anos da Reforma Protestante do Século XVI. Aquele episódio histórico foi necessário, inadiável, providencial, rico em conteúdo, marcante na História da Igreja, mas, feito por homens, teve as suas falhas, algumas da época, outras em desdobramentos posteriores. Embora os corpos não-Reformados (Igrejas Bizantinas, Pre-Calcedônicas, Nestorianas, Romanas) tenham conhecido heresia e cismas, devemos ter a sinceridade de reconhecer que a nossa abençoada Reforma – por debildades teóricas e práticas na eclesiologia – chega à Idade Contemporânea carente de Unidade, carente de Verdade, ou carente de ambas. Na Europa a carência maior tem sido de Verdade, pois os cismas não foram tão epidêmicos. Como também não foram na Ásia e Oceania. Na América Latina a carência maior tem sido de Unidade, pois as heresias não foram tão epidêmicas. A América do Norte tem sido fonte e pródiga em ambas as negatividades, em ambos pecados. Por ...

A Igreja Vive em Pecado III

  O primeiro século do Protestantismo no Brasil ainda foi marcado pela era de uma relativa “sobriedade” quanto ao divisionismo. Somando-se os grupos migratórios e os missionários, de 1810 (Tratado de Livre Navegação e Comércio) a 1910, se estabeleceram aqui as seguintes “denominações” : 1. Luteranos; 2. Congregacionais; 3. Presbiterianos; 4. Batistas; 5. Metodistas; 6. Anglicanos/Episcopais. Tivemos a criação, pelos irmãos presbiterianos Vieira Ferreira da autóctone e proto-pentecostal (7) Igreja Evangélica Brasileira. 8. Igreja Cristã Evangélica (congregacionais imersionistas), em 1901, e, finalmente, o cisma (nacionalismo/questão maçônica), que fez surgir, em 1903, a (9) Igreja Presbiteriana Independente (IPI). A primeira metade do segundo século (1910-1960) foi marcada pela chegada do Pentecostalismo: (10) Congregação Cristã no Brasil e (11) Assembleia de Deus. Na década de 1930, uma dissidência da Assembleia de Deus, no Nordeste, cria a (12) Igreja d...

A Igreja Vive em Pecado II

  No final do primeiro século de vida da Igreja, ela tinha se espalhado pela maior parte do mundo conhecido de então, construindo um padrão de governo: o diocesano-episcopal e lançado os fundamentos que os Pais Apostólicos e os Pais da Igreja iriam enfatizar: Una, Santa, Católica e Apostólica. Razões geopolíticas e culturais, e diferenças teológicas pontuais – apesar de todo o esforço dos Concílios da Igreja Indivisa – resultaram na divisão dessa Igreja Una em quatro ramos: A Igreja do Oriente, Ortodoxa/Bizantina; A Igreja Assíria do Leste (Nestorianos); As Igrejas Pré-Calcedônicas/Jacobitas (Armênia, Egito, Etiópia, Índia); Igreja Romana (Latina + Uniatas = Orientais sob a autoridade papal). E assim a Cristandade permaneceu por quinze séculos, com apenas quatro ramos. No período da Pré-Reforma, surgem mais dois ramos localizados: A Igreja Valdense (Itália) e a Igreja Moraviana (República Checa). O importante e necessário episódio da Reforma Protestante, do sé...

A Igreja Vive em Pecado I

  Por viver em pecado, a Igreja desobedece ao seu Senhor, se torna um obstáculo à evangelização, escandaliza, perde autoridade moral e afeta a saúde espiritual de seus membros. A pecaminosidade (Depravação Total) é uma realidade depois da Queda, e se manifesta em pecados pessoais, coletivos e institucionais: famílias, tribos, nações, Estados, organizações, por ações e omissões, por palavras e por pensamentos. Com a regeneração, se perde o efeito, e se enfraquece o poder, mas não desaparece a presença do pecado. Todos pecam todo o dia, mas o “viver em pecado” implica em continuidade, permanência, não-consciência, não-arrependimento, não-busca de superação. A Igreja vive em pecado ora pela heresia (pecado contra a Verdade), ora pelo Cisma (pecado contra a Unidade). Essa atitude de alienação e/ou auto-indulgência fere o coração de Cristo e entristece o Espírito Santo. Em entrevista recente a uma revista semanal de circulação nacional, um analista condenou a influência de Jea...