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O Perfeito Equilíbrio da Verdade (PARTE 3)


Geoffrey Thomas

A Certeza Não Anula a Nossa Necessidade


Tudo o que Deus determinou fazer certamente será realizado: “Desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as cousas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Is 46.10). O plano de Deus é imutável, porque Ele é fiel e verdadeiro (Jó 23.13-14). O plano de Deus é incondicional, ou seja, sua execução não depende de qualquer ação humana, mas torna-a uma certeza (At 2.23; Ef 2.8). Além disso, o plano

de Deus é totalmente abrangente, envolvendo as boas e más ações dos homens (Ef 2.10; At 2.23), os eventos incertos (Gn 50.20), a duração da vida de um homem (Jó 14.5) e o lugar onde ele viverá (At 17.26). O plano de Deus assegura a salvação de um grande número de pecadores favorecidos.

Entretanto, a certeza de que a vontade secreta de Deus está sendo realizada não anula a necessidade do homem obedecer a tudo que Deus ordenou na Bíblia. Quando o Senhor disse a Paulo que tinha muito povo em Corinto, este não ficou sentado numa cadeira em sua varanda, esperando que os coríntios viessem trazer-lhe os seus cartões de decisão. Durante 18 meses, o apóstolo ensinou a Palavra de Deus a todos que em Corinto o ouviam (At 18.11). Ele o fez rogando que crescem, estendendolhes sua mão, suplicando-lhes que se arrependessem. Paulo chorou por causa deles; orou e pediu que outros orassem em favor deles. O apóstolo os visitou em particular, debateu com seus oponentes publicamente e pediu desculpas se os havia ofendido por meio de palavras severas. Ele procurou viver uma vida semelhante à de Cristo perante eles, para que, em nada, a mensagem fosse maculada através do pecado. Paulo sabia que o povo escolhido de Deus em Corinto certamente haveria de confessar a Cristo, mas esse conhecimento de forma alguma anulou a necessidade de viver uma vida de temor a Deus, permeada por fervor evangelístico.

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