O CRISTÃO E O DIREITO A
LEGÍTIMA DEFESA
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Para quem não sabe o Código Penal estabelece a chamada Legítima defesa.
Defender-se, para quem não sabe é Ação ou efeito de se defender, de
proteger. Resistência a um ataque. Uma coisa é você atacar, outra é se defender. Uma coisa é você
deliberadamente e sem qualquer motivo ferir ou matar alguém, outra bem
diferente é se defender de um ataque injusto contra sua vida. A motivação de
ato faz toda a diferença. Segundo definição do Tribunal de Justiça do Distrito Federal: ·
"Nos termos do art. 25 do Código Penal:
'Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios
necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de
outrem'(...) Como se extrai do art. 23, II, do Código Penal, a legítima
defesa é causa de exclusão da ilicitude. Destarte, o fato típico praticado em
legítima defesa é lícito. Não configura crime. [...]A agressão injusta deve ser
atual ou iminente. Ao contrário do estado de
necessidade, em que o legislador previu expressamente somente o perigo atual,
na legítima defesa admite-se seja agressão atual ou iminente. Não pode o homem de bem ser obrigado
a ceder ao injusto. Seria equivocado exigir fosse ele agredido efetivamente
para, somente depois, defender-se. Exemplificativamente, não está ele
obrigado a ser atingido por um disparo de arma de fogo para, após,
defender-se matando o seu agressor. Ao contrário, com a iminência da agressão
é permitida a reação imediata contra o agressor, desde que presente o justo
receio quanto ao ataque a ser contra ele perpetrado. Atual é a agressão
presente, isto é, já se iniciou e ainda não se encerrou a lesão ao bem
jurídico. Exemplo: a vítima é atacada com golpes de faca. Iminente é a
agressão prestes a acontecer, ou seja, aquela que se torna atual em um futuro
imediato. Exemplo: o agressor anuncia à vítima a intenção de matá-la, vindo à
sua direção com uma faca em uma das mãos. Fonte: https://www.tjdft.jus.br/consultas/jurisprudencia/jurisprudencia-em-temas/a-doutrina-na-pratica/causas-de-exclusao-da-ilicitude/legitima-defesa Você não é obrigado ter uma arma, mas ter uma arma é um meio de
concretizar o direito à legitima defesa. Vamos pensar isso, em termos teológicos: Obviamente que o cristão não tem carta branca para sair matando. A
regra é não matar. É buscar a paz com todos. Sua guerra é primeira é
espiritual e suas armas também. Mas isso significa que o cristão não possa se defender e se valer de
meios para isso quando injustamente agredido? 1.
1. Deus protege o seu povo Quem conhece as Escrituras Sagradas sabe muito bem que Deus se revela como
um guerreiro (Êxodo 15:2-3/ Isaías 42:12-13)
que protege o seu povo. ·
Deuteronômio 32:10 – [...] Achegou-se a Israel e
dele cuidou, protegeu-o como a pupila dos seus olhos. ·
Jeremias 20:11 - Mas o Senhor está comigo, como
um forte guerreiro! Portanto, aqueles que me perseguem tropeçarão e não
prevalecerão. O seu fracasso lhes trará completa vergonha; a sua desonra
jamais será esquecida. ·
Salmos 41.1, 2 - Bem-aventurado é aquele que
ajuda os necessitados; o Senhor o livra no dia do mal. O Senhor o protege,
preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à vontade dos seus
inimigos. Para proteger o seu povo, o Senhor é retratado usando armas (Arcos,
fechas). Alguns exemplos: ·
Salmos 18:14 - Atirou suas flechas e afugentou
meus inimigos, com os seus raios os arrasou. ·
Salmos 21:12 - pois tu os colocarás em fuga
quando mirar contra eles o teu arco. Para que não me acusem de pegar apenas exemplos no AT, o Novo
Testamento também nos apresenta Cristo como o protetor do seu povo. ·
João 10:10-14 - O ladrão não vem senão a roubar,
a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com
abundância. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Mas
o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o
lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas.
Ora, o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas. ·
João 10:27,28 - Eu sou o bom Pastor, e conheço as
minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.
As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me
seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as
arrebatará da minha mão. Ora é cediço que naquele tempo, o pastor utilizava a vara, geralmente
para proteger as ovelhas dos lobos e outras feras. Cristo ama tanto suas
ovelhas que está pronto a sacrificar a sua vida no lugar delas. A figura do guerreiro também aparece no Novo Testamento. Seja
protegendo o povo ou exercendo juízo, a imagem se repete, o guerreiro está
armado (espada). ·
Apocalipse 19.14 -16 - Os exércitos dos céus o
seguiam, vestidos de linho fino, alvo e puro, montados em cavalos brancos.
Uma espada afiada saía-lhe da boca para ferir com ela as nações. Ele as
regerá com cetro de ferro; e Ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho da justa
ira de Deus Todo-Poderoso. Em seu manto, sobre a coxa, traz escrito este
nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. 2.
O homem e a proteção do lar Esse papel de proteção não se exaure na esfera espiritual. É verdade que Deus deu ao homem a responsabilidade de proteger. Mesmo
antes de criar a família, Deus definiu o papel do homem de provedor e protetor
do lar. No caso do Éden, essa responsabilidade consistia em proteger o jardim-santuário
(Gn 2.15). Malgrado o fracasso de Adão, Cristo Jesus o último Adão cumpre
cabalmente o papel de protetor. À luz disso Paulo escreve aos Efésios sobre o papel do marido cristão: Richard D. Phillips afirma que: ·
O ensino de Paulo sobre o casamento enfatiza o
alinhamento do ministério de um marido com o de Cristo para com a igreja. [...]Juntamente com o ministério de
nutrição do marido para com sua esposa, vem sua proteção para garantir que
ela esteja segura. Esse é o mandato de “guardar”, por meio do qual o marido
protege e defende sua esposa. Dificilmente, Paulo poderia expressar isso em
uma linguagem mais vívida do que quando compara o amor abnegado de um marido
ao amor de Jesus Cristo na cruz: “Maridos, amai vossa mulher, como também
Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). Como já
observei, a obra sacrificial de Cristo na cruz é o ato definitivo de
“guardar”, assegurando as bênçãos de Deus e vencendo os inimigos do pecado e
da morte. Quando Paulo diz que o marido deve
admitir o próprio sacrifício pelo bem-estar de sua esposa, isso obviamente
inclui sua segurança física.
Fonte: https://www.solanoportela.net/artigos/referendo.htm
https://ministeriofiel.com.br/artigos/o-plano-de-deus-para-um-marido-cristao/ |
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