RESUMO DO ARTIGO: ACABOU A CRISTANDADE?
Trata-se de artigo em espanhol publicado no site da Fundacion Disenso por Miguel Ángel Quintana Paz, fonte: https://fundaciondisenso.org/publicaciones/ideas/
O autor começa definindo o que entende como cristandade ou cristianismo. Não se propõe a fazer de forma profunda e nem usa termos teológicos, sumariza a fé cristã como a crença que considera a Jesus de Nazaré o Filho de Deus e que propõe seus ensinos como um guia para a vida.
O propósito é lidar com a crescente afirmação feita por algumas pessoas (dentro e fora da Igreja) de que a civilização cristã chegou ao seu fim.
Por civilização cristã se entende aquela em que o cristão tem a hegemonia no campo das ideias, na política, costumes, moral, artes e tradições. Não se quer dizer com isso que não haja mais cristãos no mundo, pois pode haver cristãos sem que haja necessariamente uma civilização cristã; assim como numa civilização cristã nem todas as pessoas são cristãs.
Advoga o autor que há dois tipos de cristãos satisfeitos com o “Fim da cristandade”. Os cristãos verticais e os horizontais.
Ø CRISTÃOS VERTICAIS são aqueles que preferem fazer as coisas a partir do banco da igreja, como participar das celebrações, fazer orações, dentre outras coisas, mas não estão dispostos a batalhar culturalmente, o que o autor chama de mentalidade de jardim.
Mentalidade de jardim porque busca florescer sua identidade cristã dentro dos muros da igreja. Já que fora do jardim prospera um mundo cruel, a melhor coisa a ser feita é desfrutar da beleza deste jardim privado.
Mas eles não estão sozinhos.
Ø CRISTÃOS HORIZONTAIS: Esse grupo é aquele preocupado em dar de comer aos pobres, beber ao sedento, ocupado com as focas do ártico e as baleias do atlântico. Eles aceitam sem qualquer dificuldade os dogmas progressistas sobre a sexualidade, meio ambiente e divisão da riqueza.
Esse grupo é bem crítico da Igreja chamando-a de autoritária por supostamente buscar impor a fé cristã pela força, mas fecha os olhos para a imposição contundente de determinadas agendas e dogmas das elites empresariais, culturais, intelectuais e políticas de hoje em dia, que visam dirigir todas as coisas. A exemplo da ONU com a tal Agenda 2030.
A CRISTANDADE AINDA É POSSÍVEL, EMBORA MALTRATADA E AMEAÇADA
O autor advoga que a cristandade ainda existe embora maltratada (não morta) e ameaçada (por isso precisamos lutar).
Ø A cristandade continua viva, ainda que maltratada, porque não há um pensamento que haja desprezado por completo a tradição filosófica que proporcionou sua medula, como por exemplo, a reflexão acerca do bom e do justo. Apesar do relativismo em voga ainda há muitas pessoas que creem na existência da verdade e que acreditam que é importante persegui-la.
Ø A cristandade continua viva, ainda que maltratada, porque ainda habita conosco a ideia de que a força da lei deve estar acima da força dos governantes. Embora haja muitos que insistam em dizer que a lei não deve ser igual para todos e que alguns grupos devem ter privilégios, ainda são muitos que resistem a essas ideias e que ocupam cargos importantes no judiciário, fiscalização e forças de ordem.
Ø A cristandade continua conosco, ainda que maltratada, porque ainda são muitos os cristãos que não se prostaram (são os cristãos da cruz completa) e que desejam que o seu cristianismo influencie para além das portas da Igreja e chegue a medula da civilização.
Há também muitos que embora não cristãos, se sentem atraídos pela beleza dos ensinamentos cristãos e que desejam uma civilização que sustenha suas instituições, leis e tradições.
O autor lembra que os israelitas na tomada de Jericó tiveram a ajuda de uma de suas habitantes, Raabe, que apesar de ser uma prostituta teve um papel importante dentro do plano divino de preservação do povo de Israel.
Em suma, a cristandade seguirá entre nós.
AS DUAS PRINCIPAIS AMEAÇAS MODERNAS CONTRA A CRISTANDADE
O autor defende uma posição otimista, mas é realista em reconhecer as duas principais ameaças contra o cristianismo.
As ameaças atuais contra a civilização cristã são outras civilizações rivais que não ocultam seu desejo de substitui-la.
Ø A primeira ameaça é o Islam.
Ø A segunda ameaça o progressismo.
Essas duas ameaças apesar de suas enormes diferenças caminham unidas. Isso é tão evidente na aliança que os partidos de esquerda, teoricamente feministas, fazem com os islamistas patriarcais. Não nos surpreendemos quando partidos de esquerda com uma mão subvencione as associações LGBT e com outra grupos extremistas mulçumanos.
CONCLUSÃO
O cristão não se despreocupa nem despreza o poder político, mas advoga a sua submissão ao divino.
No lugar de se retirar da civilização para um jardim privado ou de enxergar a fé como assunto pessoal, o cristão vê a importância da política.
Quem acredita que devemos dar por perdida a batalha civilizacional, deveria se recordar do ânimo varonil de Policarpo, Germânico e tantos outros.
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