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A IGREJA DISCIPULADORA

 

 APONTAMENTOS DO CAPÍTULO 2 "SOBRE DISCIPULADO" DO LIVRO - IGREJA MULTIPLICADORA

*Por Aldair Ramos Rios

 

O capítulo dois do livro trata sobre o discipulado de forma abrangente, desde a evangelização do indivíduo até sua vida em comunidade.

Segundo o autor, geralmente, o Discipulado é entendido como a última parte da Grande Comissão que consiste no “ensinar a obedecer a todas as coisas” que Jesus ordenou (Mt 28.19). Contudo, fazer discípulos começa bem antes, inicia-se com a evangelização.

Advoga ainda que o “fazer discípulos” tem três dimensões:

        I.            Chamar pessoas a Jesus (Mt 4.18-22; Mc 1.14-20 e Lc 5.1-11).

     II.            Agregar discípulos (At 2.38,41; 8.12, 13, 38; 9.18 e 16.15,33).

  III.            Aperfeiçoar discípulos (At 9.18,19; 14.21,22; 16.15,33 e 34; Cl 1.28,19; ef 4.12-13; 28.30,31).

Nesse sentido, o discipulado - entendido à luz da Grande Comissão - é aquele que envolve o “chamar discípulos”, passa pelo “agregar” – isto é, pela integração do novo convertido na igreja local mediante o batismo e avança para o “ensinar e obedecer” – que é o aperfeiçoar.

Em outras palavras, o discipulado é o processo de fazer discípulos por meio de um relacionamento intencional.

Sem ignorar que a regeneração é obra do Espírito Santo, o autor defende que o discipulado é a estratégia criada pelo Senhor Jesus para alcançar o mundo.

 

1.      RELACIONAMENTO INTENCIONAL DISCIPULADOR:

O relacionamento inicial do discipulado começa com a evangelização que é a comunicação do Evangelho aliada ao relacionamento discipulador.

É o processo que abarca a proclamação das boas novas por meio do relacionamento intencional, visando tornar as pessoas evangelizadas discipulas de Jesus (conversão) e a que sejam agregadas a igreja (pelo batismo) e iniciadas no aperfeiçoamento cristão.

O autor mostra que o padrão verificado nos apóstolos era o mesmo, ou seja, anunciar o Evangelho para o maior número de pessoas e depois dedicar atenção àquelas que se mostravam interessadas (At 2.40-42; 13.4, 44, 46, 48, 51; 14.1-3; 16.13, 14; 18.4-11; 19.8-10; 20.20,36-37; 28.17,20,23-31).

Os elementos do relacionamento discipulador formam o acróstico RAIZES, que é:

·         Relacionar-se pessoalmente – investir tempo para estar com a pessoa discipulada;

·         Agregar à Igreja – deve aproximar a pessoa discipulada do Corpo (a Igreja);

·         Interceder – Orar pela pessoa discipulada;

·         Zelar pela pessoa –por sua saúde espiritual, emocional, dentre outras;

·         Ensinar o Evangelho e suas implicações – para a vida toda

·         Solicitar contas – impulsionando a pessoa a avançar em seu conhecimento de Deus, solicitando contas de sua vida com Deus, como práxis devocionais.

 

 

2.      CADEIA DE RELACIONAMENTOS DISCIPULADORES

Como desenvolver uma cadeia de relacionamentos discipuladores?

O processo deve começar com os líderes que escolherão um número de pessoas (Ex. 5 ou 10) e iniciarão o discipulado com essas pessoas e elas, por sua vez, iniciarão com outras e assim se formará uma cadeia de relacionamentos discipuladores.

 

3.      O PAPEL DOS PEQUENOS GRUPOS

Os pequenos grupos ajudam a fomentar a oração entre os participantes, o fortalecimento dos relacionamentos e o exercício de compaixão. 

 

Livro: Igreja multiplicadora -  5 Princípios bíblicos para o crescimento - Editora Convicção.

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