Nesse artigo Mike Warren procura
demonstrar o “dever dos cristãos de misturar política e religião”.
Para ele, a ideia de um
cristianismo que salva almas, mas deixa a política em paz “é um cristianismo
inflexível e infiel”.
DEUS GOVERNA SOBRE TODOS: Milke
argumenta que se Deus não governa o Estado, então não há garantia que qualquer
outra área esteja de fato sob seu controle. Somente um Deus absoluto poderia
garantir a salvação eterna de alguém. Se Deus não é infinito e soberano, não há
como saber se sua vontade triunfará sobre o mal, caso alguma coisa esteja a
revelia de seu controle.
Ele argumenta que os ANTIGOS pagãos
tinham um “deus” para cada coisa, ou seja, para os “mares, arvores, chuvas”. Do
mesmo modo, alguns pensam que o Deus da Bíblia não atua sobre a política. Essa
crença é espalhada na frase que diz que “a religião é uma questão privada e não
pública”.
Isso só poderia ser verdade se
Deus fosse finito e limitado, o que não se aplica ao Senhor, pois ele não é
como os deuses das nações. Ele é o Criador de todas as coisas (Salmo 96), não
só das invisíveis (espirituais), mas também visíveis (materiais).
Paulo quando escreve aos
Colossenses (1.16-17) diz que em Cristo (ou seja, “nele”) todas as coisas foram
criadas, no céu e na terra (visíveis e invisíveis0, <<como os tronos, reinos, governantes [...]>>(NVT).
Deus o
Pai designou o Messias ascendido como governante sobre todas as coisas (Salmo
2). Apocalipse 19.15-16 ecoa o Salmo 2, apontado para Cristo como o “Rei dos
reis e Senhor dos senhores”.
Da mesma
forma o Salmo 110.1 e Isaias 9.6. No dia de Pentecoste Pedro declarou que essas
profecias sobre o reinado Messias foram cumpridas com ascensão de Cristo ao céu
(Atos 2.34-36), por isso, não que se afirmar que diz respeito a um reinado no
futuro.
Aos
Efésios (1.20-22) Paulo diz que o Cristo ressuscitado e ascendido aos céus <<Agora
[...] está muito acima de qualquer governante, autoridade, poder, líder ou
qualquer outro nome não apenas neste mundo, mas também no futuro. 22 Deus
submeteu todas as coisas à autoridade de Cristo e o fez cabeça de tudo, para o
bem da igreja>>.
Em Filipenses 2.9-11 lemos que
Cristo foi exaltado para que diante do seu nome exaltado <<se dobre todo
joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus
Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai>>.
Um pouco antes da sua ascensão,
Cristo declarou que toda autoridade lhe havia sido dada no céu e na terra.
Portanto, a igreja deveria fazer discípulos de todas as nações (Mateus
289.18-19). Em apocalipse 1.5, João diz que Cristo é o “governante dos reis da
terra” (Apocalipse 1.5).
A pergunta que fazem é: Por que
isso deveria acontecer quando nem todos nesse Estado são cristãos?
Primeiro, porque ainda que não
sejam cristãos os pagãos são criaturas de Deus e lhe devem obediência, quer
queiram quer não.
Segundo, porque quer o reconheçam
ou não como o Salvador, “todo joelho” deve se dobrar diante dele quer nos céus
e na terra (Filipense 2.10). Em 1 Coríntios 15.25 lemos que no curso da
história todos os inimigos de Cristo serão – um a um- colocados debaixo de seus
pés.
Como Deus governa sobre todos (o
que inclui o diabo também) a rebelião contra ele envolve todas as áreas da vida
o que abarca a política, portanto, não podemos concordar com a opinião de que política
e religião devem ser mantidas separadas. Os ídolos podem ser mantidos numa
caixinha, mas o Senhor não.
O MITO DA NEUTRALIDADE: A
Corte dos EUA entende que o Estado deveria ser neutro em relação a religião. O
autor defende que a reivindicação de neutralidade é uma rejeição de Deus. Na
verdade, o mito da neutralidade é uma maneira enganosa de excluir o Deus da
Bíblia em favor dos falsos deuses do homem. Os secularistas têm seu próprio
“deus” e algum padrão último de “certo e errado que” será usado para julgar se
as leis são boas ou más.
PODEMOS CONFIAR NAS VISÕES NÃO
CRISTÃS DE JUSTIÇA? Se o padrão <<para as leis>> do Estado não vem de Deus, de onde poderiam
vir? Pode haver certo e errado sem Deus? A visão ética cristã advoga que Deus é
a fonte da moralidade e da matéria. Sem Deus não há um padrão objetivo de ética.
Quando não há um padrão objetivo
de ética tudo é reduzido ao homem, gerando pura anarquia de um lado ou
totalitarismo, quando o Estado se permite criar arbitrariamente seu próprio
padrão de Justiça. Assegura o autor que “não há alternativa à ética cristã.
O Estado não tem outro lugar para se virar, exceto para Deus, para determinar
quais são as leis justas, quais são as leis injustas e qual é a extensão da
jurisdição do Estado”.
LIDANDO COM A LEI NATURAL: Mike
advoga que a “Visão dos dois reinos” da teologia luterana é desculpa
conveniente para escapar do envolvimento cristão explícito na política. E aduz que
como Deus governa toda a vida e a rebelião contra ele se manifesta também em
todas as áreas, então a revelação redentora, deve falar a todas as áreas. A
Bíblia deve ser o guia explicito e autoridade absoluta para a legislação,
execução e interpretação de leis justas para o Estado.
Embora um não cristão possa ser
encontrado praticando as obras da lei ainda que não a conheça (Romanos 2.14-15),
também é verdadeiro que um não regenerado estará menos inclinado a segui-la,
uma vez que sua mente é hostil a Deus, não se sujeita a lei de Deus e não pode
(Romanos 8.7).
“A POLÍTICA É CORRUPTA” –
AFIRMAÇÃO USADA PARA EVITAR COMPROMISSO OU RESPONSABILIDADE: Para o autor
não prevalece a alegação de que a participação política exige compromisso, razão
pela um cristão não poderia participar dela sem ser corrompido pelo pecado.
Mike pergunta, como isso é diferente de qualquer Igreja? E Explica, estar na
igreja exige compromisso e uma vez que a igreja não é perfeita muitas decisões tomadas
são desacertadas e nem todos ficamos satisfeitos. O fato do Estado não poder
ser mudado “de uma só vez”, não tem o condão de afastar a possibilidade de um
“gradualismo”.
OUTRA DESCULPA, “ISSO É
TRABALHO DE DEUS”: Será que os cristãos não podem se esforçar para
influenciar as leis?
Ainda que a lei de Deus seja um
padrão perfeito de justiça, temos o direito de impor essa lei aos não cristãos?
O autor explica que toda lei é
uma questão de impor uma visão sobre os outros. Se todos concordassem com as
leis, os infratores nunca teriam que ser punidos, pois, aquele que rouba ou
mata não quer as proibições impostas. Quem decide qual lei será imposta? A
resposta do ocidente é um colegiado representativo, também chamada de
democracia representacional, visão herdada dos puritanos.
Ade acordo com o autor a
influência cristã no Estado resultou em mais “restrições sobre o poder do
Estado”. Os colonos americanos ensinavam que o estado deve estar sujeito a
freios e contrapesos porque a Bíblia ensina a depravação do homem.
SEPARAÇÃO DE IGREJA E ESTADO:
SIM E NÃO. A separação entre essas esferas significa que uma e outra não
tem autoridade para controlar a outra instituição. A Igreja não pode nomear ou
remover funcionários do Estado e vice e versa.
Isso não pode ser confundido com
a defesa feita pelos secularistas que quer afastar uma separação de Deus dos
assuntos do Estado, o que não pode prevalecer à luz da natureza soberana de
Deus e do domínio messiânico de Jesus sobre o Estado. Tanto a Igreja quanto o
Estado estão debaixo do governo divino (Romanos 13.1).
A ALEGADA DUREZA BÍBLICA: Alguns
declaram que a Bíblia é barbara e dura. Isso acontece porque muitos confundem a
lei divina com a lei islâmica. Ao contrário do que muitos pensam o ensino bíblico
é muito mais “humano” que a lei secular moderna. Pois o princípio bíblico é o
da restituição da vítima e não a prisão para qualquer crime. É bem verdade que
o ensino bíblico sobre a pena de morte aparentemente seja um dos mais severos,
ainda assim, a questão que temos diante de nós é a seguinte: Se Deus for
rejeitado, não haverá outro padrão de justiça que possa substitui-lo. Ele é
perfeitamente justo e amoroso e a sua lei o padrão perfeito de justiça e amor.
A SANGRENTA HISTÓRIA DA
RELIGIÃO E DA POLÍTICA – ATEISMO E POLÍTICA: Alguns argumentam que no
passado a influência religiosa no Estado causou muito derramamento de sangue. O
autor refuta arguindo que qualquer erro do passado cometido por “Estados
cristãos” não se compara com os horrores cometidos pelos Estados ateus. Em um século
(XX) os estados ateus mataram mais de 100 milhões de pessoas inocentes: Ex. Stalin
– 10 milhões; Mao – 50 milhões, Pol Pot também matou milhões. A julgar pelo
total de vidas eliminadas a separação do ateísmo e do Estado e muito mais
urgente que a separação da Igreja e do Estado. Ademais “não como julgar que
qualquer estado foi justo ou injusto se o Deus da Bíblia não existe, porque sem
esse Deus nenhum padrão ético é possível.
O NOVO TESTAMENTO E O ESTADO:
O Novo Testamento não exclui a necessidade do Estado se submeter a lei de Deus,
quando Paulo aos Romanos (13) diz que os governantes levam a “espada”, e eles o
fazem como “ministros de Deus” (1 Tm 1.8-11). A lista de atos mencionados em 1
Timóteo 1.8-11 é retirada da lei mosaica. Ali Paulo diz que a lei é dada por
causa da impiedade e desobediência e que quebrar essas leis é contrário a sã
doutrina. Se não formos governados pela lei de Deus, seremos governados pela
anarquia e totalitarismo a lei do homem. Precisamos dos padrões eternos da
moralidade divina.
O QUE OS CRISTÃO PODEM FAZER
PARA HONRAR A DEUS NA POLÍTICA: Aduz o autor que todo cristão direta ou
indiretamente, integral ou parcialmente, pode contribuir de alguma forma para o
avanço dos padrões de Deus de Justiça. Ele apresenta algumas coisas como orar,
viver uma vida piedosa, votar em candidatos piedosos, ser um pai piedoso, ser voluntário
na igreja para fazer o trabalho comandado pela Igreja, envolver-se com as
reuniões distritais locais de um partido político ou se tornar um político.
Fonte: http://www.revistacrista.org/literatura_Senhor_da_Alma_e_do_Estado.html#.Y5ys9XbMJD8
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