LIVRO: MEMBRESIA NA IGREJA: COMO O MUNDO SABE QUEM
REPRESENTA JESUS?
Autor: Jonathan Leeman
Editora Fiel
Na
introdução o autor apresenta o seu propósito “mostrar
o que é membresia na igreja”. Afirma que pretende apresentar
uma visão que leve a membresia em conta e mostrar como a visão
sobre a Igreja e membresia não é bem entendida pelas pessoas.
Ele
começa com a noção de império que representa o poder supremo ou o
domínio absoluto, denotando onde a responsabilidade repousa na
sociedade, o que hoje seria o Estado de quem os indivíduos dependem
da permissão para iniciar um negócio ou abrir uma escola, por
exemplo.
A
Igreja local, no entanto, não existe por permissão do Estado, mas
por autorização expressa de Jesus: afinal “Jesus e não o
estado detém o império”. Toda autoridade no céu e na terra
foi dada a Jesus, e ele deu a sua igreja autoridade para marchar
entre as nações.
A
partir dai o autor passa a trabalhar com uma definição de “igreja
local” e começa demonstrando o que ela NÃO é: um clube ou um
órgão prestador de serviço.
O
que é a Igreja local? é a autoridade que Jesus instituiu para
afirmar e dar forma oficial a vida cristã das pessoas.
Assim
como Jesus institui o Estado dando-lhe o poder da espada.
Semelhantemente, Jesus instituiu a igreja local dando a ela o “poder
das chaves”, o que significa que a Igreja pode afastar uma
pessoa de sua membresia sob a autoridade da Palavra de Deus. A igreja
é um povo de um reino ou nação que tem um rei que exige obediência
do seu povo a sua lei suprema.
Ao
se referir a Igreja ele faz uso de uma metáfora: a EMBAIXADA.
Isso
porque é a embaixada que dentro de uma nação estrangeira declara
os interesses de seu país de origem e protege os cidadãos da nação
de origem que moram na nação anfitriã. A Igreja é o lugar os
cidadãos dos céus podem encontrar reconhecimento oficial e refúgio.
Um
membro da Igreja, por sua vez, é alguém que entra pelas portas da
embaixada afirmando pertencer a Cristo. A Igreja é aquela que
reconhece formalmente esse indivíduo como um cristão e parte do
corpo universal de Cristo. Pertence a Igreja o trabalho de
identificar e legitimar quem pertence e quem não pertence ao reino,
razão pela qual todos os membros devem se sujeitar a ela.
Quem
entra na Igreja? Quais sãos os padrões exigidos? De acordo com o
autor o padrão não deve ser nem tão alto nem tão baixo. A
membresia começa quando a igreja confirma profissão de fé de
alguém. Deve-se perguntar a ela quem é Jesus?. Ela precisa entender
e acreditar no Evangelho para se unir a Igreja. O objetivo de pedir
que o indivíduo faça uma declaração de fé é confirmar cristãos.
Ela não precisa ser perfeita para ser um membro, o que necessita é
demonstrar arrependimento. Não é a perfeição moral que o
qualifica, mas o reconhecimento da falta da perfeição moral.
O
papel da Igreja é confirmar não o justo, mas o injusto que está
sedento por justiça, a Justiça que só Deus em Cristo pode dar.
Outra exigência que a Igreja deve fazer é o batismo. O indivíduo
que foi salvo, assegura o autor, tem que se identificar com Jesus e
com o seu povo.
De
que forma o cristão deve se sujeitar a Igreja? Deve se sujeitar a
Igreja nos aspectos públicos, físico/geográfico, social, afetivo,
financeiro, vocacional, ético e espiritual.
O
que acontece quando os crentes não representam Jesus? Deve ser
disciplinado. A disciplina da Igreja é um ato de retirada de um
indivíduo da comunhão e participação da mesa do Senhor.
Ao
disciplinar um membro, a Igreja está dizendo que não pode mais
confirmar a profissão de fé dessa pessoa e por isso se recusa a
servi-lhe a ceia do Senhor: que é a mesa da comunhão.
A disciplina
na igreja tem pelo menos 5 propósitos: (i) expor o
pecado; (ii) alertar sobre algo importante; (iii)
salvar o indivíduo da morte; (iv) proteger a Igreja;
(v) dar bom testemunho de Jesus. O objetivo implícito
de cada ato de disciplina, é claro, tem de ser o amor.
A disciplina
na Igreja é exigida em casos de pecados externos, graves e sem
arrependimento.
Quando ocorre a restauração a comunhão da Igreja?
Quando o pecador se arrepende. Neste momento a igreja deve manifestar
publicamente o seu perdão e confirmar o seu amor pelo indivíduo
arrependido.
Este
é o resumo.
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