(...) aproximando-se os seus discípulos, e ele passou a ensiná-los (...) - Mt 5.1-2)
Nosso pastor, no domingo passado, fez a primeira pregação de uma série sobre o sermão do monte.
A questão que fica é:Qual a importância do sermão do monte (ou sobre o monte) para a igreja moderna?
Para Martyn Lloyd-Jones, a importância da pregação do "sermão de Jesus sobre o monte" jaz no fato de que a vida cristã experimentada pela grande maioria dos crentes é superficial. Em suas palavras: "a característica mais óbvia da moderna Igreja Cristã é a SUPERFICIALIDADE".
E ele não faz essa afirmação no vácuo, seu juízo se fundamenta "em observações contemporâneas à luz das épocas e eras anteriores da vida da Igreja". Segundo aponta uma "das causas" da superficialidade é "a nossa atitude para com as Escrituras": o fato de que nos aproximamos dela para fazer uma leitura mecânica, sem pensar e sem meditar. O fato de tirarmos conclusões precipitadas em razão de uma leitura descuidada da mesma.
Um exemplo disso é uma visão equivocada "sobre a Lei e a Graça". Alguns concluem que por estarmos debaixo da graça nada mais temos a ver com a lei, o que tem implicações na nossa visão sobre a santificação. De fato, nenhum de nós é salvo por obras da lei e por nenhum esforço que venhamos fazer. A questão é: Como o crente deve viver? Qual padrão ele deve observar? Como podemos ser gratos a Deus por tão grande salvação?
Enfrentemos juntos essa questão vital. A quem se destina o sermão do monte? A quem é aplicável? Qual é o seu propósito? Qual a sua relevância? Alguém pode viver o sermão do monte por si mesmo sem a ajuda do alto?
Pois bem, conforme versículo tema, o sermão do monte foi pregado, primária e especificamente para os discípulos. Considere as palavras que Jesus dirigiu aos seus destinatários "vós sois o sal da terra", "Vós sois a luz do mundo", se esse sermão não é pra crentes, nos nunca deveríamos dizer que somos sal da terra e luz do mundo, já que isso não se aplicaria a nós. Porém, esse sermão foi pregado a pessoas que deveriam por em prática as suas instruções.O sermão do monte, nada mais é do que a elaboração do "novo mandamento" de que amássemos uns aos outros assim como ele nos amou.
Nas palavras de Lloyd-Jones"Se pertencemos a Cristo, e se nosso Senhor dirigiu essa instrução a nós (...) então nesse sermão nos é demonstrado como se pode realizar o feito (...) Trata-se de uma perfeita representação da vida no reino de Deus(...) O Senhor Jesus morreu a fim de capacitar-nos a viver o sermão do monte".
Qual é a sua atitude para com a Bíblia. Você sente prazer na Lei de Deus e nela medita, conforme descreve o salmista no Salmo 1?
Oração: Pai, tu te revelaste a nós graciosamente, revelaste a tua vontade para nossas vidas. Portanto, concede-nos um coração disposto a fazer a tua vontade, em nome de Jesus é que peço. Amém.
Aldair Ramos Rios
Geralmente quando saímos em defesa da confessionalidade, somos frequentemente mal compreendidos. E lá vem a voz do “crente biblicista”, com a seguinte argumentação: – Só leio a Bíblia.A questão não é se você lê a Bíblia (por que isso é obrigação de todo crente), mas como você lê? Vamos esclarecer? Defender a confessionalidade não é discutir a autoridade bíblica, mesmo por que, partimos da AFIRMAÇÃO que a Escritura Sagrada sempre será nossa única regra de fé e prática. O que queremos dizer com isso é que seria impossível ler as Sagradas Escrituras sem pressupostos interpretativos e teológicos. No texto de Davi Charles Gomes, postado no site Coram Deo¹, encontramos a seguinte constatação. Toda interpretação (toda "leitura") parte de pressupostos, de uma experiência pessoal, de uma história; ela nunca é uma leitura "neutra", destituída de preconceitos e outros antecedentes. Basta lembrar que a própria língua de cada povo já estabelece limit...
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