"(...) com você estabelecerei a minha aliança(...) - Gênesis 6.18
Deus é sempre quem soberanamente e graciosamente "estabelece" a sua aliança conosco.
Deus fez diversas alianças em diferentes épocas da história. Depois que Adão pecou e toda humanidade nele, Deus prometeu enviar um Redentor, o descendente da mulher.
A Confissão de fé Batista de 1688 afirma que "Tendo o homem trazido sobre si a maldição da lei, por causa da queda no pecado, o Senhor teve por bem estabelecer o PACTO DE GRAÇA (...) Este pacto está revelado no Evangelho: primeiramente, na promessa feita a Adão, de salvação pelo descendente da mulher; depois, -por etapas sucessivas-, até que sua plena revelação foi manifestada no Novo Testamento".
Observe que a "confissão" fala da promessa inicial de Gênesis 3.15 e das "etapas sucessivas".
Pois bem, dentro desse período chamado de "etapas sucessivas" houveram várias alianças: a aliança de Deus com Noé, Abraão, com o povo de Israel no tempo de Moisés e com Davi até chegar na "nova aliança".
Embora distintas, há um elemento comum que une todos elas, a unidade temática :A promessa de que Deus enviaria um Redentor, ele redimiria um povo para si; "Ele será seu Deus e eles serão o seu povo" (Gn 17.7-8; Ex 6.6-7; 2 Sm 7.14; Jr 31.33; AP 21.3).
No versículo escolhido Deus está fazendo uma aliança com Noé, Deus assegura a preservação da criação para o cumprimento da promessa. Se Deus destrói a terra completamente com água, a promessa não se cumpriria e Deus não teria um povo. Mas Deus decidiu preservar a criação para redimir do mundo o seu povo, o povo que seria Dele e do qual Ele seria seu Deus. E ele cumpriu a sua promessa na história, na nova aliança, o Redentor aparece em cena e leva a cabo a redenção, Ele cumpre a promessa. Cristo compra para si um povo "seu", e agora Deus é nosso Deus e nos somos o seu povo (Sugel Michelen).
Você já se deu conta de que Deus fez uma aliança com você em Cristo? Você a conhece? Sabe quais são seus termos? Você deseja conhece-lá?
Aldair Ramos Rios
Geralmente quando saímos em defesa da confessionalidade, somos frequentemente mal compreendidos. E lá vem a voz do “crente biblicista”, com a seguinte argumentação: – Só leio a Bíblia.A questão não é se você lê a Bíblia (por que isso é obrigação de todo crente), mas como você lê? Vamos esclarecer? Defender a confessionalidade não é discutir a autoridade bíblica, mesmo por que, partimos da AFIRMAÇÃO que a Escritura Sagrada sempre será nossa única regra de fé e prática. O que queremos dizer com isso é que seria impossível ler as Sagradas Escrituras sem pressupostos interpretativos e teológicos. No texto de Davi Charles Gomes, postado no site Coram Deo¹, encontramos a seguinte constatação. Toda interpretação (toda "leitura") parte de pressupostos, de uma experiência pessoal, de uma história; ela nunca é uma leitura "neutra", destituída de preconceitos e outros antecedentes. Basta lembrar que a própria língua de cada povo já estabelece limit...
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