(...) estava posta na terra uma escada (...) Gn 28.12
Após tomar a bênção de seu irmão Esau, e diante das ameaças de morte, Jacó foge para a casa de Labão, irmão de sua mãe (27.43). Diz o texto que ele "partiu de Berseba e seguiu para Harã". Quando chegou a certo lugar, ali passou a noite. Pegou uma das pedras do lugar e fez dela seu travesseiro ali mesmo para durmir (v.10-11). E sonhou: Eis que estava "posta na terra uma escada" cujo topo atingia o céu (...) E o Senhor estava perto dele (v.12-13).
Se em Babel os homens tentaram com seu próprio esforço fazer uma torre cujo topo chegasse até o céu (11.4). Na passagem escolhida é Deus quem vai até o homem. E vai à um homem chamado Jacó, um enganador, alguém que aos olhos humanos seria a última pessoa de quem Deus se aproximaria.
Eis aqui, o Evangelho de Jesus.
Deus se aproximando do pecador.
Não apenas, Ele mesmo providenciou a escada. O texto afirma que ela "foi posta na terra". Obviamente quem a colocou foi o próprio Deus.
Estava ali, a escada que unia "céu e terra".
Pra gente como nós, tão enganadores quanto Jacó, o próprio Deus enviou a terra o seu Filho Jesus.
É ele -o único mediador- entre Deus e os homens. Paulo afirma que "Tudo isso vem de Deus". O que comprova mais uma vez que a salvação não depende do esforço humano mais da graça divina.
Paulo prossegue sua declaração "que -nos reconciliou consigo mesmo - por intermédio de Cristo (...) Pois Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo" (2 Co 5.18,19).
Pois bem, isso aconteceu comigo e com você que já foi alvo da livre e soberana graça de Deus.
Oração: Pai, tu és gracioso. Concede, pois, que dia a dia eu seja mais grato a ti. Pois me amaste de uma tal maneira que entregaste o teu Filho para morrer em meu lugar. É nele que o Senhor me ama e me aceita. É pela morte dele que sou perdoado e reconciliado contigo, é pela obediência de Cristo que o Senhor olha pra mim como se eu nunca tivesse cometido um só pecado, pois a minha miséria foi para a conta Dele e a obediência Dele veio para minha conta. Que amor incomparável, que graça que excede minha compreensão. Só sei que ela é real e foi concedida a mim, colocando-me num estado de graça permanente, do qual jamais serei removido, só por causa de Cristo Jesus, o teu Filho Amado. Amém.
Aldair Ramos Rios
Geralmente quando saímos em defesa da confessionalidade, somos frequentemente mal compreendidos. E lá vem a voz do “crente biblicista”, com a seguinte argumentação: – Só leio a Bíblia.A questão não é se você lê a Bíblia (por que isso é obrigação de todo crente), mas como você lê? Vamos esclarecer? Defender a confessionalidade não é discutir a autoridade bíblica, mesmo por que, partimos da AFIRMAÇÃO que a Escritura Sagrada sempre será nossa única regra de fé e prática. O que queremos dizer com isso é que seria impossível ler as Sagradas Escrituras sem pressupostos interpretativos e teológicos. No texto de Davi Charles Gomes, postado no site Coram Deo¹, encontramos a seguinte constatação. Toda interpretação (toda "leitura") parte de pressupostos, de uma experiência pessoal, de uma história; ela nunca é uma leitura "neutra", destituída de preconceitos e outros antecedentes. Basta lembrar que a própria língua de cada povo já estabelece limit...
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