"(...) a todos os santos em Cristo Jesus" - Filipenses 1.1
Toca por aí uma música que diz "eu não sou santo, se eu fosse santo estava no altar".
A ideia por detrás de tal afirmativa é que santo é alguém praticamente "impecável", quase divino, cujo único lugar apropriado seria um altar.
Contudo, Paulo chama "todos" os crentes filipenses de "santos".
Por que ele faz essa afirmação?
Certamente não é por causa de uma "perfeição inerente". São santos porque foram consagrados, dedicados, "separados do mundo e do pecado" para Deus.
São santos "em Cristo".
Os crentes estão unidos a Cristo, vivem em Cristo, estão dentro dele, revestidos por ele.
O cristão é alguém que vive no mundo, mas de certa forma "segregado" dele. Foi separado por Deus, não apenas num sentido externo, mas num sentido interno também.
Fomos purificados da culpa do pecado pelo sangue de Cristo, daquilo que nos exclui da presença de Deus, por isso, podemos estar diante dele com "ousadia". Mas também fomos purificados da corrupção do pecado, a qual afeta a mente e o coração.Não é apenas um "grupo seleto de pessoas especiais, as quais chamamos de santos". Todo cristão é santo, você não pode ser cristão sem ser santo, e não pode ser santo ou cristão sem ser separado do mundo (Martyn Lloyd-Jones).
Se você nasceu de novo, você está no mundo, mas não pertence a Ele, nem é governado por seus padrões. Você é essencialmente diferente.
Vivemos no mundo, mas não vivemos mais "no império" das trevas, somos parte uma nova humanidade, nova criação, de um um novo reino (o Reino do Filho), não vemos mais "com os olhos do mundo", nossa janela pra olha o mundo é a Revelação especial de Deus consignada nas Sagradas Escrituras.
Portanto, no dia de hoje que você não venha esquecer, por um segundo sequer, a sua posição em Cristo.
Aldair Ramos Rios
Geralmente quando saímos em defesa da confessionalidade, somos frequentemente mal compreendidos. E lá vem a voz do “crente biblicista”, com a seguinte argumentação: – Só leio a Bíblia.A questão não é se você lê a Bíblia (por que isso é obrigação de todo crente), mas como você lê? Vamos esclarecer? Defender a confessionalidade não é discutir a autoridade bíblica, mesmo por que, partimos da AFIRMAÇÃO que a Escritura Sagrada sempre será nossa única regra de fé e prática. O que queremos dizer com isso é que seria impossível ler as Sagradas Escrituras sem pressupostos interpretativos e teológicos. No texto de Davi Charles Gomes, postado no site Coram Deo¹, encontramos a seguinte constatação. Toda interpretação (toda "leitura") parte de pressupostos, de uma experiência pessoal, de uma história; ela nunca é uma leitura "neutra", destituída de preconceitos e outros antecedentes. Basta lembrar que a própria língua de cada povo já estabelece limit...
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