(...) não ignoramos os seus ardis" - 2 Co 2.11
Creio firmemente, que por causa dos excessos do movimento de batalha espiritual e da ênfase exagerada na atuação dos demônios, podemos tender a outro extremo, viver como se o inimigo de nossas almas fosse um ser inofensivo ou mesmo imaginário.
No texto sugerido, o apóstolo está tratando de problemas relacionados à Igreja, o Corpo de Cristo, especificamente em relação ao pecado e a aplicação da disciplina.
Paulo escreve que não se pode ignorar o fato de que Satanás tem os seus planos ardilosos.
Se existe alguém que não se interessa nem um pouco pela "unidade visível" da igreja é o diabo e seus asseclas. Seu ódio contra o povo de Deus é permanente. Ele é um inimigo real, razão pela qual devemos levar a sério a exortação de Paulo aos Efésios "não deis lugar ao diabo" (Ef 4.27).
Deus já nos arrancou do império das trevas e nos trouxe para o seu reino e nos introduziu em sua Igreja, mas Satanás procura nos distanciar desta comunhão. Por isso Paulo, afirmou que devemos nos "revestir de toda a armadura de Deus", para poder "ficar firme" contra as "ciladas do diabo", porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim "contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes (Ef 6.10-12).
A boa notícia é que não estamos nessa batalha sozinhos, somos soldados deste grande Corpo de Cristo, a Igreja militante.
Lutamos com a certeza de vitória, por que Cristo a Cabeça já venceu por nós, "somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou" (Rom.8.37).
Aldair Ramos Rios
Geralmente quando saímos em defesa da confessionalidade, somos frequentemente mal compreendidos. E lá vem a voz do “crente biblicista”, com a seguinte argumentação: – Só leio a Bíblia.A questão não é se você lê a Bíblia (por que isso é obrigação de todo crente), mas como você lê? Vamos esclarecer? Defender a confessionalidade não é discutir a autoridade bíblica, mesmo por que, partimos da AFIRMAÇÃO que a Escritura Sagrada sempre será nossa única regra de fé e prática. O que queremos dizer com isso é que seria impossível ler as Sagradas Escrituras sem pressupostos interpretativos e teológicos. No texto de Davi Charles Gomes, postado no site Coram Deo¹, encontramos a seguinte constatação. Toda interpretação (toda "leitura") parte de pressupostos, de uma experiência pessoal, de uma história; ela nunca é uma leitura "neutra", destituída de preconceitos e outros antecedentes. Basta lembrar que a própria língua de cada povo já estabelece limit...
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