"(...) todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim."(Jo 6.45). João descreve que uma multidão procurava por Jesus e que foram até Cafarnaum, em busca dele (6.22-24). O texto afirma que quando o acharam, perguntaram: "Rabi, quando chegaste aqui". Jesus respondeu e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna (6.25, 27). Jesus estava tratando da verdadeira "motivação" deles.Eles não estavam buscando o "pão de Deus que desceu do céu" (6.32, 33), ou seja, eles não estavam interessados no próprio Cristo "o pão da vida" (Jo 6.35). Embora tenham vistos os sinais que apontavam para Cristo, permaneceram incrédulos (6.36). No texto, Jesus traça uma linha divisória para distinguir quem é quem. "Quem escuta o ensinamento do Pai e dele aprende vem a mim".Aquelas pessoas estavam endurecidas pelo pecado, incapazes de ver beleza em Cristo Jesus. Agostinho comentando a passagem afirma que: "se todo aquele que escuta o Pai e dele aprende, vem, consequentemente, todo aquele que não vem, não ouviu o Pai, nem dele aprendeu, pois se tivesse ouvido e aprendido viria" No que diz respeito a nós "os que cremos", não somos melhores do que aqueles que "não aprenderam e nem ouviram", andávamos pelos mesmos caminhos, tínhamos a mesma cegueira de mente e dureza de coração, mas pela soberana e livre graça nós fomos "atraidos pelo Pai" e conduzindo a Cristo (6.44). Agostinho declara que "Esta graça é deveras secreta, mas quem dúvida que seja uma graça? Com efeito, está graça conferida ocultamente aos corações humanos pela divina liberalidade, não é recusada por nenhum coração por mais endurecido que seja. Pois é conferida para, primeiramente, destruir a dureza do coração. Portanto, quando o Pai é ouvido interiormente e ensina para que se venha ao Filho, retira o coração de pedra e dá um coração de carne, como prometeu a pregação do profeta (Ez 11.19)." Diante dessa verdade, podemos fazer duas considerações finais (i) Primeiro Deus pode mudar o coração do homem por mais endurecido que seja. Segundo, fomos alvos de uma operação da graça que nos deu mente para entender, olhos para enxergar e coração para crer. O que te impede de estar na Assembleia dos santos, neste dia, para agradecer a Deus por tão grande salvação? Aldair Ramos Rios
Geralmente quando saímos em defesa da confessionalidade, somos frequentemente mal compreendidos. E lá vem a voz do “crente biblicista”, com a seguinte argumentação: – Só leio a Bíblia.A questão não é se você lê a Bíblia (por que isso é obrigação de todo crente), mas como você lê? Vamos esclarecer? Defender a confessionalidade não é discutir a autoridade bíblica, mesmo por que, partimos da AFIRMAÇÃO que a Escritura Sagrada sempre será nossa única regra de fé e prática. O que queremos dizer com isso é que seria impossível ler as Sagradas Escrituras sem pressupostos interpretativos e teológicos. No texto de Davi Charles Gomes, postado no site Coram Deo¹, encontramos a seguinte constatação. Toda interpretação (toda "leitura") parte de pressupostos, de uma experiência pessoal, de uma história; ela nunca é uma leitura "neutra", destituída de preconceitos e outros antecedentes. Basta lembrar que a própria língua de cada povo já estabelece limit...
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