"(...) o pecado que habita em mim"- Romanos 7.17.
As doutrinas bíblicas não são afirmações abstratas sem qualquer aplicação prática.
Precisamos olhar todas as coisas, inclusive nossas ações, através delas.
Trata-se de uma visão de mundo por meio da qual interpretamos todas as coisas.
Paulo, no capítulo 7 de Romanos está tratando do pecado remanescente nos crentes.
Não se trata de desculpa ou justificativa dada para escapar de situações embaraçosas. Trata-se na verdade de uma constatação do conflito existente entre a nova e a velha natureza.
Esse conflito se exterioriza e se verifica também nos nossos relacionamentos.
Embora a primeira vista seja fácil "reconhecer esse fato", na prática encontramos certa dificuldade. Desde o Éden, tendemos a terceirizar a nossa culpa. Reconhecer nossa falta não é tão fácil quanto parece (Gênesis 3).
Pensemos nos conflitos familiares, Paul David Tripp questiona: "O que todos fazemos, de alguma maneira, em nosso casamento? Tendemos a negar o nosso pecado (enquanto ressaltamos o pecado do outro)".
Por isso precisamos nos voltar para a Palavra constantemente, a fim de que todo pensamento seja levado cativo em obediência a Cristo.
A fim de reconheçamos, "miserável homem que sou". A restauração de nossa família passa pelo reconhecimento de quem somos: pecadores. Por isso agimos de forma precipitada, machucamos as pessoas que mais amamos, com palavras, com ações, e de tantas outras formas.
Se negarmos o pecado em nós, estaremos menosprezando a graça.
Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos e não há verdade em nós.
Será que não é hora de uma auto análise?.
Aldair Ramos Rios
Geralmente quando saímos em defesa da confessionalidade, somos frequentemente mal compreendidos. E lá vem a voz do “crente biblicista”, com a seguinte argumentação: – Só leio a Bíblia.A questão não é se você lê a Bíblia (por que isso é obrigação de todo crente), mas como você lê? Vamos esclarecer? Defender a confessionalidade não é discutir a autoridade bíblica, mesmo por que, partimos da AFIRMAÇÃO que a Escritura Sagrada sempre será nossa única regra de fé e prática. O que queremos dizer com isso é que seria impossível ler as Sagradas Escrituras sem pressupostos interpretativos e teológicos. No texto de Davi Charles Gomes, postado no site Coram Deo¹, encontramos a seguinte constatação. Toda interpretação (toda "leitura") parte de pressupostos, de uma experiência pessoal, de uma história; ela nunca é uma leitura "neutra", destituída de preconceitos e outros antecedentes. Basta lembrar que a própria língua de cada povo já estabelece limit...
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