"E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gênesis 3.15)
A narrativa da queda é imediatamente seguida pela promessa de um "Redentor futuro". Essa passagem denominada "promessa mãe", passa a determinar todo o Antigo Testamento. A história da salvação, posterior, é um desdobramento desta promessa. A partir deste ponto, tudo na revelação do Antigo Testamento olha pra frente, aponta pra frente e ansiosamente aguarda o Redentor prometido"(Anthony Hoekema).
Pastor Wilson tem feito uma série maravilhosa de pregações sobre o "pacto da graça".
Pacto esse que começa com a "promessa acima", de que a descendência da mulher feriria a cabeça da serpente (Bíblia de Estudo Genebra).
Vimos que antes da queda, Deus havia constituido Adão como representante da raça humana, de modo que, quando ele caiu, todos nós que descendemos dele por geração ordinária, pecamos nele e caímos com ele na primeira transgressão (Rom.5. 12-21). Ou seja, depois da violação do "pacto das obras" por nossos primeiros pais, todos nós caímos num estado de miséria e morte.
Porém, Deus não deixou que todo o gênero humano perecesse, Ele unicamente por seu amor e misericórdia e livre graça, livrou os seus eleitos desse estado ao firmar com Cristo, o segundo Adão, um pacto de graça (Catecismo Maior de Westminster).
No pacto da graça "Deus provê e oferece gratuitamente um mediador aos pecadores, e a vida e a salvação por meio Dele". Mas há uma "exigência" feita neste pacto para que o pecador participe dos benefícios proporcionados pelo mediador. A "fé em Jesus Cristo".
Contudo, por causa do pecado não conseguimos por nós mesmos cumprir tal exigência, por isso, o próprio Deus, graciosamente, nos habilita a fazer o que ele ordena. Ele nos dá o seu Espirito Santo para produzir em nós a fé, e todas as demais graças salvadoras, o que inclui o arrependimento e a santificação.
Não apenas, o mesmo Espírito que nos batizou no corpo, nos capacita a obedecer a lei de Deus, o que não seríamos capazes por nós mesmos, devido a nossa condição pecaminosa.
Isto posto, a pergunta que fica é, essa maravilhosa operação da graça já foi realizada em sua vida?
Se você ainda não a experimentou, clame ao Senhor para que o aceite, para que ele perdoe os seus pecados. Faça isso arrependendo-se de seus pecados e crendo em seu coração em Jesus Cristo, único mediador entre Deus e os homens.
Se você é crente você tem muitos motivos para viver mais uma semana pra glória Deus.
Nada de começar a segunda-feira mau-humorado(a). Você não vê mais como o mundo vê, você anda pela fé, e a sua janela pra olhar o mundo é a Bíblia Sagrada.
Aldair Ramos Rios
Geralmente quando saímos em defesa da confessionalidade, somos frequentemente mal compreendidos. E lá vem a voz do “crente biblicista”, com a seguinte argumentação: – Só leio a Bíblia.A questão não é se você lê a Bíblia (por que isso é obrigação de todo crente), mas como você lê? Vamos esclarecer? Defender a confessionalidade não é discutir a autoridade bíblica, mesmo por que, partimos da AFIRMAÇÃO que a Escritura Sagrada sempre será nossa única regra de fé e prática. O que queremos dizer com isso é que seria impossível ler as Sagradas Escrituras sem pressupostos interpretativos e teológicos. No texto de Davi Charles Gomes, postado no site Coram Deo¹, encontramos a seguinte constatação. Toda interpretação (toda "leitura") parte de pressupostos, de uma experiência pessoal, de uma história; ela nunca é uma leitura "neutra", destituída de preconceitos e outros antecedentes. Basta lembrar que a própria língua de cada povo já estabelece limit...
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