"(...) fugiu do Senhor, indo na direção contrária" -Jonas 1.3
A história de Jonas é conhecida. O livro começa dizendo que "certo dia", o Senhor deu uma ordem a Jonas que fosse "a grande cidade de Ninive pregar contra ela" porque sua maldade havia "chegado aos seus ouvidos"(1.1-2).
O texto afirma que "Jonas se aprontou", mas fugiu do Senhor, indo na direção contrária. Desceu a Jope e ali encontrou um navio de saída para a Espanha.
No entanto, "Deus mandou um vento forte" e houve tempestade no mar tão violenta que deixaram todos apavorados, menos Jonas que dormia profundamente no porão do navio (1.4-5). Depois de questionado pelo capitão do navio, os marinheiros resolveram tirar sorte para descobrir quem era o culpado por aqueles perigos.
A sorte caiu sobre Jonas, que contou o que tinha ocorrido estava "fugindo de Deus". Em suma, Jonas é lançado ao mar e "logo o mar se acalma"(1.15). Deus ordena um grande peixe para o engolir, e assim termina o primeiro capítulo (1.17).
Podemos aprender algumas lições nesse texto.
Primeiro, nunca desobedeça uma ordem do Senhor. Num conflito entre a sua vontade e a Dele, é a Dele que vai prevalecer. Ele é Senhor.
Segundo, não pense na possibilidade de se esconder ou fugir do Senhor, isso é impossível. E você não terá paz enquanto não se render a vontade Dele.
Terceiro, Deus é soberano, de fato, Ele dá ordem ao vento e o vento obedece (1.3); até a "sorte lançada" está ao seu dispor (1.7). É Deus quem ordena o grande peixe engolir Jonas (1.17).
A pergunta que fica é "do que você tem fugido"? Você tem fugido da vontade de Deus para fazer a sua vontade? Ou você tem "fugido da sua vontade" pra fazer a vontade do Senhor?
Aldair Ramos Rios
Geralmente quando saímos em defesa da confessionalidade, somos frequentemente mal compreendidos. E lá vem a voz do “crente biblicista”, com a seguinte argumentação: – Só leio a Bíblia.A questão não é se você lê a Bíblia (por que isso é obrigação de todo crente), mas como você lê? Vamos esclarecer? Defender a confessionalidade não é discutir a autoridade bíblica, mesmo por que, partimos da AFIRMAÇÃO que a Escritura Sagrada sempre será nossa única regra de fé e prática. O que queremos dizer com isso é que seria impossível ler as Sagradas Escrituras sem pressupostos interpretativos e teológicos. No texto de Davi Charles Gomes, postado no site Coram Deo¹, encontramos a seguinte constatação. Toda interpretação (toda "leitura") parte de pressupostos, de uma experiência pessoal, de uma história; ela nunca é uma leitura "neutra", destituída de preconceitos e outros antecedentes. Basta lembrar que a própria língua de cada povo já estabelece limit...
Comentários
Postar um comentário