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O pecador no Tribunal







Amor,



Muita gente acha que no final de tudo “todo mundo vai se dar bem”, afinal Deus é amor.

Outros dizem: “Deus odeia o pecado, mas ama o pecador”. muita controvérsia a respeito dessa afirmação, e muita gente séria e de Deus diz isso, outros dizem que "quem é que peca é o pecador", sendo impossível fazer a separação pecado/pecador.
Pelas Escrituras, é possível dizer que Deus tanto ama o pecador (que deu seu Único Filho para salva-lo), quanto se ira contra ele por seus pecados.
Deixemos de lado as controvérsias, e voltemos nossos olhos para as Sagradas Escrituras:





Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal.
Os loucos não pararão à tua vista; ODEIAS A TODOS OS QUE PRATICAM A MALDADE.
Destruirás aqueles que falam a mentira; o Senhor aborrecerá o homem sanguinário e fraudulento.
Salmos 5:4-6



O Salmo acima, afirma primeiramente que “Deus não tem prazer na iniquidade”.

Significa que ele não se alegra com o mal. Logo, é verdadeiro dizer que Deus “odeia o pecado”.

Contudo, o verso 5 garante: “Deus odeia quem PRATICA a maldade”.



O Senhor Deus “ao culpado não tem por inocente” (Êx 34:7).
O profeta Naum assegura que Deus “não deixa os culpados sem castigo” (Na 1.3).

As pessoas têm dificuldade de lidar com o fato de que Deus também é justiça. Como bem afirma: pastor Elissandro Rabêlo:



Este não é um assunto muito popular hoje em dia e nem agradável de ouvir. Quem gosta de ouvir que é pecador e digno do castigo de Deus?
O pecador por natureza não quer aceitar essa mensagem.  Ele procura algum tipo de justificativa para livrar-se do seu estado de culpa.
As três perguntas do domingo 4 são um reflexo do desejo do pecador de tentar escapar do castigo de Deus (ler as três perguntas).
Primeiro ele acha que Deus exige do homem uma coisa injusta. 
Depois ele argumenta sobre a possibilidade de Deus abandonar o seu castigo. 
E por fim ele apela para a misericórdia de Deus, colocando a justiça de Deus contra a sua misericórdia.
Embora este seja um assunto desagradável de se ouvir, é urgente e necessário. O homem precisa primeiramente ouvir quão grande é sua miséria para que então possa compreender também como é maior ainda a sua salvação.



Você se lembra de que tratamos no último texto sobre a queda, sobre o estado de rebelião e total incapacidade do homem?

Agora o Catecismo nos remete pra Deus, “Ficaria ele indiferente a presença do mal em sua criação?”

Fecharia os olhos, a desobediência de nossos primeiros pais. Na linguagem do catecismo “Permitiria Deus que uma tal desobediência e apostasia ficasse sem castigo?”.

A resposta é “Certamente que não”.

Quando o Senhor deu a ordem “não comeras da árvore do conhecimento do bem e do mal”, em seguida ele disse a consequência da desobediência, “porque no dia em que dela comeres, CERTAMENTE MORRERÁS”Gênesis 2:17

São Paulo escreve aos Romanos que “do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça”.

Deus estabeleceu penalidades aos infratores de sua Lei, assim como a lei humana faz.

Sua justiça exige que o pecado cometido contra sua suprema majestade seja castigado. Sua ira é justa. Elissandro Rabêlo.



O catecismo diz que Deus se ira tanto em relação ao (i) pecado original (ii) quanto os nossos pecados presentes”.

Segundo o Catecismo, Deus é quem aplica a pena e sua pena é justa:“Ele os castigará com justo juízo”

Deus manifesta sua justa ira contra o pecado por que ele é o Deus Santo.
Ele é perfeito em si mesmo e separado de todo pecado.
É de sua natureza odiar o pecado.
O pecado cometido contra ele é uma ofensa à sua santidade.
É uma negação da sua graça e bondade.
É um ato digno de uma justa punição.
Ele é tão puro de olhos que não pode ver o mal (Hb. 1.13).
- Elissandro Rabêlo.



O catecismo também diz que a penalidade é “agora e eternamente”, ou seja, tanto nesta vida quanto na futura.

Mas graças a Deus, que a história não termina com uma má noticia.

De seu esposo!

Aldair Ramos Rios

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Todas as citações foram tiradas do site:http://www.heidelberg-catechism.com/pt/

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