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Conheça mais sobre a confissão de fé Batista de 1689


der o seu conteúdo. Tal como acontece com todas as histórias, elas são melhor contadas a partir de seu início, e por isso vamos começar por aí. Desde os primeiros tempos, os crentes têm usado declarações sucintas e sumárias para explicar o que eles creem que Deus falou, e quando tal afirmação é aceita por uma comunidade de crentes, ela pode ser especialmente útil para promover e preservar as verdades da Palavra de Deus. Tais declarações assumem várias formas, mas nos concentraremos nos credos e confissões.
A Confissão de Fé Batista de 1689 tem uma história que deve ser contada; é interessante e necessário enten


Credos e Confissões
A palavra “credo” vem da palavra latina “credo”, que significa, eu creio. Um credo é uma declaração formal e sucinta sobre o que seu autor acredita que a Bíblia ensina. Credos são usados para ajudar a lembrar e ensinar a verdade Bíblica, que serve como um padrão de doutrina pelo qual devemos julgar os erros, e são úteis na igreja para fins litúrgicos.

A “confissão de fé” é simplesmente um credo expandido que aborda uma abrangência maior da doutrina Bíblica. Os credos antigos tendem a lidar com doutrinas fundamentais da Trindade e da natureza de Cristo, já uma confissão de fé aborda temas doutrinários adicionais, tais como soteriologia (salvação), eclesiologia (a igreja) e escatologia (últimas coisas).

Há aqueles que rejeitam credos e confissões. Você pode ouvir uma pessoa dizer algo como: “Não professo nenhum credo senão a Bíblia”. Entretanto, este é um equívoco, pois tal afirmação é, ironicamente, o seu próprio credo. Esta própria declaração é uma declaração de fé (credo). É quase impossível explicar o significado da Bíblia apenas por citar suas palavras literalmente. Para que se explique o significado de uma passagem da Bíblia deve-se usar palavras adicionais. Isso é essencialmente o que um credo ou confissão é; é uma declaração interpretativa e resumo sobre o significado da Bíblia de uma maneira formalizada que é aceita como verdadeira por uma comunidade de crentes. Nós, obviamente, reconhecemos que credos e confissões são documentos meramente humanos passíveis de erro, e, por isso, não devem ser considerados inerrantes.

Há, no entanto, declarações de credo inspiradas na Bíblia. Por exemplo: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças” (Deuteronômio 6:4-5). Aqui nós temos uma declaração formal e sucinta — as características de um credo. Na verdade, esse mesmo credo inspirado foi usado pelo próprio Cristo. Em Marcos, lemos: “E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças” (Marcos 12:29-30). Jesus respondeu à pergunta citando o credo inspirado literalmente.

O Novo Testamento também contém tais exemplos de declarações sucintas, formais e resumidas. Paulo escreve em 1 Timóteo 3:16: “Grande, em verdade, nós confessamos, é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória” (tradução literal – ESV). Acredita-se que esta pode ter sido uma estrofe de um hino ou alguma outra declaração formal de crença usada desde cedo na igreja do primeiro século. Você notou as palavras, “nós confessamos” na passagem? Estas são apenas uma pequena amostra dos credos encontrados na Bíblia. Certamente, se a própria Bíblia tem credos, então a igreja é bem justificada ao fazer o mesmo. É a concisão, formalização e precisão de um credo ou confissão que o torna especialmente útil como uma declaração duradoura de verdade. E a história tem mostrado que tais declarações formais, cuidadosamente articuladas têm ajudado a igreja a depor e retirar do meio dela os piores heréticos.

Um dos credos mais antigos da igreja é o Credo Apostólico.[1] Foi concluído em sua forma atual em torno do ano 200 d. C. Conforme o tempo passava, este credo foi expandido para lidar com várias controvérsias e heresias que surgiram. Como resultado, o Credo Apostólico de 106 palavras (em Português) foi ampliado pelas igrejas ao longo de um período de algumas centenas de anos em um credo de 212 palavras (em Português) chamado o Credo Niceno. Havia um sentimento de reverência e respeito pelo Credo Apostólico, que fez com que as Igrejas fossem edificadas sobre ele, em vez de começarem de novo, do zero. E quando olhamos para A Confissão Batista de 1689, vemos que ela também foi formulada sobre confissões anteriores de fé, como a Confissão Batista de Londres 1646, a Confissão de Fé de Westminster de 1646, e na Declaração de Savoy de 1658.[2]


A História da Confissão de 1689
Depois de definir o cenário, nós rapidamente seguimos adiante, mais de 1000 anos depois, e olhamos para as circunstâncias em torno da Confissão Batista de 1689.[3] Uma tremenda tensão havia se desenvolvido na Inglaterra entre o rei Charles I e o Parlamento, e de 1629 a 1640 Charles I governou essencialmente sem Parlamento. Mas em 1640, o rei foi forçado a convocar um Parlamento à sessão para que ele pudesse solicitar fundos do Parlamento para as guerras do rei. O Parlamento aproveitou esta convocação à sessão e fez-se independente do rei Charles. O Parlamento prendeu e executou conselheiros do rei Charles, aboliu todos os tribunais ilegais, se encarregou das finanças do país, e aboliu a política da Igreja da Inglaterra[4]. Eventualmente o Parlamento decapitou Charles I em 1649. Este Parlamento tornou-se conhecido como o Parlamento Longo porque eles ficaram de 1640 a 1660 sem rei.


A Confissão de Fé de Westminster
Como resultado de tudo isso, a Igreja da Inglaterra precisava ser reorganizada. O Parlamento determinou a convocação de uma assembleia de pastores Puritanos, chamados de “teólogos” com a finalidade de reorganizar a constituição da igreja, litúrgica e doutrinariamente. Essas reuniões são referidas como a Assembleia de Westminster. Em 12 junho de 1643, o Parlamento aprovou uma lei intitulada: “Uma Ordenação dos Lordes e dos Comuns no Parlamento para a convocação de uma Assembleia de Teólogos e outros, para ser consultada pelo Parlamento sobre a definição do Governo e Liturgia da Igreja da Inglaterra, e purificação da Doutrina da referida Igreja da falsas calúnias e interpretações”.

A Assembleia, composta de Puritanos Ingleses e Escoceses, se reuniu pela primeira vez em 1 de julho de 1643. Em 4 de dezembro de 1646, a Confissão de Fé de Westminster foi concluída, embora, curiosamente, o Parlamento a tenha enviado de volta com a solicitação de que referências Bíblicas a serem indicadas indicando que a “Assembleia deveria anexar as suas notas marginais, para comprovar cada parte disso pela Escritura”. Isso foi completado em 29 de abril de 1647.

Em 5 de novembro de 1647, o Catecismo Menor foi concluído e apresentado ao Parlamento, e em 14 de Abril de 1648 o Catecismo Maior também foi concluído e apresentado ao Parlamento. Em 22 de março de 1648, o Parlamento se reuniu para considerar sua resposta à Confissão de Fé de Westminster. Esta foi aceita com algumas mudanças em relação à disciplina. Em última análise, no entanto, ela não foi permanentemente adotada pela Igreja da Inglaterra.

Quando refletimos sobre o fato de que este foi um grande momento de turbulência política e religiosa, é notável que não se pode ver uma prova disso na Confissão de Westminster. Esta Assembleia se reuniu por 5 anos, 6 meses e 22 dias; foram realizadas 1.163 sessões.[5] A Confissão de Fé de Westminster tem trinta e três capítulos detalhados de doutrina, e juntamente com o seu Catecismo Menor e Maior, é uma maravilhosa obra de Teologia Reformada. Esta confissão é especificamente Presbiteriana na forma de governo da igreja, na teologia do pacto e no batismo (ou seja, pedobatismo). Mas, apesar das diferenças, muito do seu conteúdo é considerado pelas outras igrejas Reformadas.
Os Congregacionais e Batistas na Inglaterra.

Nos anos que vão de 1630 a 1640, Congregacionais e Batistas começaram a surgir a partir da Reforma na Inglaterra. Como resultado, nos anos que vão de 1640 a 1650 vemos confissões de fé por parte dos Congregacionais e dos Batistas.

A Primeira Confissão Batista de Londres de 1646
Em 1644, os Batistas Particulares produziram a Primeira Confissão Londres, que foi produzida, em parte, para distinguir a doutrina dos Batistas Particulares da doutrina dos Batistas Gerais e dos Anabatistas. Em 1646 ela foi publicada. Ela foi preparada por sete igrejas Batistas Particulares em Londres, e contém 52 artigos de Fé Calvinista. O título da Confissão mostra que parte do seu objetivo era mostrar que os Batistas Particulares eram distintos dos Anabatistas: “A confissão de fé das sete congregações ou igrejas de Cristo em Londres, as quais muitas vezes, mas injustamente são chamadas de Anabatistas; publicado para a reivindicação da verdade e para a informação dos ignorantes; e também para refutar as calúnias que são com frequência, tanto no púlpito quanto nas editoras, lançadas injustamente sobre eles. Impresso em Londres, ano de 1646”. Esta confissão foi uma importante fonte usada na Confissão Batista de 1689.


A Declaração Savoy de Fé de 1658
Em 1658, os Congregacionais adaptaram a Confissão de Westminster e a chamaram de Declaração de Savoy. Philip Schaff afirma: “Eles [Congregacionais] concordam substancialmente com a Confissão de Westminster, ou com o sistema Calvinista de doutrina, mas diferem do Presbiterianismo, rejeitando a autoridade legislativa e judicial dos presbitérios e sínodos, e mantendo a independência das igrejas locais”.[6] Schaff afirma em outro lugar: “a Declaração de Savoy é apenas uma modificação da Confissão de Westminster para se adequar à política Congregacional”.[7] A Confissão de 1689 parece ter utilizado como fonte principal a Declaração de Savoy, mais do que a Confissão de Westminster. No entanto, a Confissão Batista de1689 ainda difere substancialmente da Declaração de Savoy em algumas áreas.[8]


O Código Clarendon
Em 1665, a última de uma série de leis chamadas de Código de Clarendon foi aprovada na Inglaterra, que pôs fim à tolerância religiosa para todos, exceto para os Anglicanos. Como resultado, Presbiterianos, Batistas e Congregacionais juntamente sofreram perseguição durante este tempo.


A Segunda Confissão de Fé Batista de Londres de 1677
Em 1677, William Collins e Nehemiah Coxe[9] formularam a Segunda Confissão de Fé Batista de Londres. William Collins foi o pastor da Igreja Petty France, na Inglaterra; ele faleceu em 1702. Nehemiah Coxe foi o co-pastor da Igreja Petty France, na Inglaterra. Ele possuía uma reputação muito boa, e era hábil em Latim, Hebraico e Grego; ele também era um médico. Ele faleceu em 1688.[10]
Enquanto a Confissão Batista de 1677 foi edificada sobre o trabalho da Confissão Batista de Londres de 1646, sobre a Confissão de Westminster e a Declaração de Savoy, há muitas áreas em que difere destas Confissões. Ao longo destas linhas, Samuel Waldron afirma: “Entretanto, enquanto a admiração dos Batistas pela Declaração de Savoy e Westminster é patente, também há provas suficientes de que não houve dependência escrava desses documentos”.[11]


Ato de Tolerância
Como mencionado acima, a Segunda Confissão de Fé Batista de Londres foi concluída em 1677, mas não foi amplamente divulgada e distribuída devido à perseguição das igrejas não-Anglicanas — remanescentes por causa do Código de Clarendon. Felizmente, em 24 de maio de 1689, o Ato de Tolerância foi aprovado. Este Ato autorizou aqueles cujas consciências demandavam sua independência dos Anglicanos, a Igreja da Inglaterra, sem enfrentar um processo judicial. Como resultado disso, dentro de alguns meses, uma reunião de pastores Batistas Particulares de Londres e do País de Gales foi convocada. A Assembleia Geral dos Batistas Particulares de Londres adotou a Confissão Batista de Londres de 1677.[12] Aqui está o Termo de Encerramento dos signatários, como foi datada no ano de 1689:

Nós, os Ministros e Mensageiros de, e preocupados com mais de cem IGREJAS BATISTAS, na Inglaterra e no País de Gales (negando o Arminianismo), estando reunidos em Londres, a partir do terceiro dia do sétimo mês ao décimo primeiro do mesmo ano de 1689, para considerarmos algumas questões que podem ser para a glória de Deus, e para o bem dessas congregações, já pensamos encontrar (para a satisfação de todos os demais Cristãos que diferem de nós no ponto do Batismo) a recomendação de sua leitura de Confissão de nossa Fé, Confissão esta feita por nós mesmos, como contendo a doutrina de nossa fé e prática, e anelamos que os próprios membros de nossas igrejas sejam supridos com ela.


Significado da Confissão de Fé Batista de 1689
William Lumpkin declara a respeito da Confissão de Fé Batista de Londres de 1689: “Concebida como um instrumento apologético e educativo, a Confissão tornou-se uma das mais importantes de todas as Confissões Batistas”[13]. É a confissão mais popular para os Batistas Calvinistas Ingleses. Estes artigos foram ligeiramente alterados por grupos que o adotaram.
Benjamin Keach e outro ministro acrescentaram dois artigos curtos tratando da Imposição de Mãos e do Canto dos Salmos. Eventualmente, a Edição de Keach foi adotada em 1744 pelas Igrejas Batistas Calvinistas da América do Norte, e chamada de Confissão de Fé da Filadélfia — o nome da Confissão nos estados do Norte. Nos estados do Sul foi chamada de Confissão de Charleston. Com pouquíssimas mudanças essenciais, a Confissão Batista de 1689 foi usada durante todo o período colonial e início dos Estados Unidos, em lugares como as associações na Virgínia em 1766; Rhode Island, em 1767; Carolina do Sul, em 1767; Kentucky em 1785 e Tennessee, em 1788. Ela tornou-se conhecida na América como A Confissão Batista.

Em 1855, Charles Spurgeon publicou a Confissão Batista de Londres de 1689 durante seu pastorado em New Park Street Chapel, em Londres. Ele fez isso para fortalecer as bases doutrinais de New Park Street Chapel. Logo em seus primeiros anos de pastorado, não meramente a publicou e prefaciou com certas palavras de recomendação geral, mas também dirigiu à sua própria igreja em New Park Street algumas palavras práticas de conselhos sobre como eles deveriam usar a Confissão. Estas ainda hoje são relevantes, ele escreveu:

“Este pequeno volume não é emitido como uma regra autoritativa, ou código de fé, pelo que vocês devem ser constrangidos, mas como uma ajuda para vocês em controvérsia, uma confirmação na fé, e um meio de edificação na justiça. Aqui os membros mais jovens da nossa igreja terão um Corpo de Teologia, que servirá como uma pequena bússola, e por meio de provas bíblicas, estarão prontos para dar a razão da esperança que há neles. Não se envergonhem de sua fé; lembrem-se que este é o antigo Evangelho dos mártires, confessores, reformadores e santos. Acima de tudo, é a verdade de Deus, contra a qual todas as portas do inferno não prevalecerão. Deixem suas vidas adornarem a sua fé, deixem o seu exemplo enfeitar o seu credo. Acima de tudo, vivam em Cristo Jesus, e andem nEle, não crendo em nenhum ensinamento, senão no que é manifestamente aprovado por Ele, e de propriedade do Espírito Santo. Apeguem-se fortemente à Palavra de Deus que está aqui mapeada para vocês”.


A familiaridade com a Confissão Batista de 1689 diminuiu no período que vai de 1850 a 1950. Mas o interesse, desde então, ressurgiu. Reimpressões da Confissão Batista de 1689 começaram a aumentar em 1950, uma tendência que continua até o presente; há Igrejas Batistas Reformadas em muitos lugares do mundo que adotaram a Confissão Batista de 1689.
Aqueles que defendem a Confissão de Fé Batista de 1689 valorizam sua rica história — a sua história —, mas a razão pela qual eles a confessam é que eles acreditam que elas sumarizam com precisão a Palavra de Deus. Talvez a melhor maneira de celebrar a nossa introdução à confissão seja com as palavras que Charles Spurgeon, que disse sobre a Confissão Batista de 1689: “Apeguem-se fortemente à Palavra de Deus que está aqui mapeada para vocês”.
__________
NOTAS
* Adaptado a partir da Introdução da obra “Um Comentário Da Confissão De Fé Batista De 1689”, por Gary Marble (https://1689commentary.org/) - Os comentários dos primeiros capítulos da CFB1689 estão disponíveis neste link: (Cap 1) https://goo.gl/NfsZPc -- Utilize o campo de pesquisa do site para encontrar os comentários dos Caps. 2, 3, 4, 5, 6 e 7.
[1] Ele não foi escrito pelos apóstolos, mas contém o ensino apostólico.
[2] Parece que a fonte primária da Confissão de 1689 foi a Declaração de Savoy, no entanto, posto que a Declaração de Savoy foi uma adaptação da Confissão de Fé de Westminster, por causa disso a maior parte do texto da Confissão de Westminster é encontrada na Confissão de 1689.
[3] Pode ser útil mencionar de antemão que não há um título “oficial” da Confissão. O leitor notará que eu uso muitos títulos diferentes nesta introdução porque ela é conhecida por muitos títulos. Nesta introdução eu usualmente a chamei de Confissão Batista de 1689, mas quando eu uso outra nomenclatura ainda estou me referindo à mesma confissão. No decorrer do comentário, eu uso apenas o título “Confissão de 1689”, ou às vezes apenas a “Confissão”.
[4] “Política” refere-se ao governo da igreja.
[5] As atas das reuniões da Assembleia foram recentemente publicadas em dois grandes volumes. A presente ata foi descoberta há alguns anos, escondida atrás de outros livros em uma biblioteca na Inglaterra.
[6] Philip Schaff, The Creeds of Christendom [Os Credos da Cristandade] (Baker Book House), Vol. 1, pág. 829. Colchetes meus. Schaff escreve em 1931: “No decorrer do tempo o rigor do Antigo Calvinismo relaxou, tanto na Inglaterra e na América. A ‘Teologia da Nova Inglaterra’, como é chamada, tenta encontrar uma via média entre o Calvinismo e o Arminianismo na antropologia e na soteriologia. Mas os antigos padrões ainda permanecem não revogados. A primeira e fundamental confissão Congregacional de Fé e governo eclesiástico é a Declaração de Savoy, assim chamada a partir do local onde ela foi composta e adotada”. Disponível em: <http://www.ccel.org/ccel/schaff/creeds1.x.iii.html>. Acesso em: 07 dez. 2014.
[7] Ibid, Vol. III, pg. 718.
[8] A Confissão de 1689 é distinta da Declaração de Savoy, especialmente no que diz respeito à Teologia do Pacto e Batismo. A Declaração de Savoy é semelhante à Confissão Presbiteriana em relação à Teologia do Pacto e, como tal, também é uma Confissão pedobatista.
[9] Nehemiah Coxe morreu alguns meses antes da adoção de 1689, da Confissão de 1677, e, assim, o seu nome não está na lista dos que adotaram a Confissão. Minha fonte para esta informação é Aula de História de James Renihan que eu participei em 2011 na Grace Covenant Church, em Gilbert, Arizona.
[10] James Renihan’s Baptist History class [Aula de História Batista, por James Renihan]: 2011, Grace Covenant Church, em Gilbert, Arizona.
[11] Samuel Waldron, A Modern Exposition of the 1689 Baptist Confession of Faith [Uma Exposição Moderna da Confissão de Fé Batista de 1689] (Evangelical Press: 1989), pg. 429.
[12] Por alguma razão, a data da adoção de 1689, permanece associada à Confissão, ao invés de sua data real de autoria.
[13] William L. Lumpkin, Baptist Confessions of Faith [Confissões de Fé Batista] (Judson Press: Edição Revisada 1969), página 239.


Fonte:https://www.facebook.com/reformadosbatistas/photos/a.471918673208286.1073741828.471915189875301/474177689649051/?type=3&theater

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