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A caminho com Agostinho: O Conhecimento vem do alto

No livro "a Graça II", Agostinho segue sua luta pela verdade, não apenas contra aqueles que ao defender a graça de Deus não veem qualquer valor nas boas obras, mas também contra aqueles que ao defender a "livre agência", negam ou omitem a graça de Deus.


Agostinho reconhece a "dificuldade da questão", mas exorta-os os seus destinatários para que:
[i] não se inquietassem ante a dificuldade da questão
[ii]que agradecessem a Deus pelo que conseguiam entender,
[iii] rogassem a Deus a compreensão do que não conseguissem compreender,
[iv] e que mantivessem a paz e a caridade entre eles.



Ele apela para o texto de Filipenses 3.15:
"Por isso todos quanto já somos perfeitos,sintamos isto mesmo;e, se sentis alguma coisa de outra maneira, também Deus vo-lo revelará"

E diz que "se nos contentarmos com o que já chegamos a compreender poderemos chegar ainda onde não chegamos" e que se em alguma coisa pensamos diferente o Senhor nos esclarecerá, porém, eles não poderiam abandonar o que Deus já havia revelado.


Na fé reformada, essa "revelação" ou "esclarecimento que vem do alto" é chamado de "iluminação".
 A Confissão de fé de Westminster ensina: 
"reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra"


Isso significa que não há espaço para o orgulho nem no "saber corretamente".
Se compreendemos bem, isso só acontece porque Deus, em sua graça e misericórdia, nos dá essa capacidade.

De seu irmão, em Cristo!

Aldair Ramos Rios

Agostinho, Santo, Bispo de Hipona, 354-430. A Graça (ii)/ Santo Agostinho. São Paulo. Paulus:1999 – (Patristica, 13).Pag.24.

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