No primeiro texto, vimos que "Sola Scriptura" e "Scriptura Sola" são princípios totalmente diferentes.
O primeiro é o princípio da reforma que coloca as Sagradas Escrituras numa posição de autoridade suprema, mas que contudo não abre mão da tradição cristã.
E a segunda posição é o conceito distorcido do princípio, podendo ser também chamado de princípio da escritura solitária.
Isso posto, gostaria de concluir esse assunto por ora, nos seguintes termos:
Embora as Sagradas Escrituras seja consistente em seu significado e possa ser compreendida "no devido uso dos meios ordinários" até pelos indoutos, também é verdade que a não observância desses "meios" pode concorrer para interpretações errôneas do texto sagrado.
Não podemos ignorar que cada instituição religiosa que se denomina cristã procura respaldar as suas crenças por meio das Sagradas Escrituras. Muitas "vozes" do campo religioso invocam estar proclamando a mensagem do livro santo.
A interpretação do texto não pode estar dissociado da tradição cristã ou do que chamamos de "Consenso histórico dos fiéis".
Não advogo que isso tenha que ser feito deliberadamente. Tampouco se deve concluir que qualquer crença antiga deve ser automaticamente considerada tradição apostólica.
Contudo, não podemos desprezar a verdadeira tradição cristã como algo sem valor.
Devemos sem dúvida nos conectarmos ao legado histórico da Igreja Universal.
Gosto muito da definição do pastor Igor Miguel sobre o que significa essa catolicidade:
"Ser católico (universal) é manter-se consciente que se pertence ao que une toda cristandade (claro que não preciso explicar que católico aí não é sinônimo de católico romano). Ou, reconhecer, que cada tradição tem seus tesouros e riquezas que lhe são peculiares, são apropriações do tesouro da grande cristandade. Daí, a necessidade de uma abertura. A melhor forma de fazê-la é localizar-se confessionalmente em uma tradição nuclear de onde é possível navegar entre outras, enriquecendo sua própria confessionalidade."
Ainda sobre catolicidade Igor Miguel argumenta:
"A catolicidade se constitui naqueles princípios comuns que unem e definem os cristãos universalmente. O que obviamente, transcende o catolicismo romano."
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O primeiro é o princípio da reforma que coloca as Sagradas Escrituras numa posição de autoridade suprema, mas que contudo não abre mão da tradição cristã.
E a segunda posição é o conceito distorcido do princípio, podendo ser também chamado de princípio da escritura solitária.
Isso posto, gostaria de concluir esse assunto por ora, nos seguintes termos:
Embora as Sagradas Escrituras seja consistente em seu significado e possa ser compreendida "no devido uso dos meios ordinários" até pelos indoutos, também é verdade que a não observância desses "meios" pode concorrer para interpretações errôneas do texto sagrado.
Não podemos ignorar que cada instituição religiosa que se denomina cristã procura respaldar as suas crenças por meio das Sagradas Escrituras. Muitas "vozes" do campo religioso invocam estar proclamando a mensagem do livro santo.
A interpretação do texto não pode estar dissociado da tradição cristã ou do que chamamos de "Consenso histórico dos fiéis".
Não advogo que isso tenha que ser feito deliberadamente. Tampouco se deve concluir que qualquer crença antiga deve ser automaticamente considerada tradição apostólica.
Contudo, não podemos desprezar a verdadeira tradição cristã como algo sem valor.
Devemos sem dúvida nos conectarmos ao legado histórico da Igreja Universal.
Gosto muito da definição do pastor Igor Miguel sobre o que significa essa catolicidade:
"Ser católico (universal) é manter-se consciente que se pertence ao que une toda cristandade (claro que não preciso explicar que católico aí não é sinônimo de católico romano). Ou, reconhecer, que cada tradição tem seus tesouros e riquezas que lhe são peculiares, são apropriações do tesouro da grande cristandade. Daí, a necessidade de uma abertura. A melhor forma de fazê-la é localizar-se confessionalmente em uma tradição nuclear de onde é possível navegar entre outras, enriquecendo sua própria confessionalidade."
Ainda sobre catolicidade Igor Miguel argumenta:
"A catolicidade se constitui naqueles princípios comuns que unem e definem os cristãos universalmente. O que obviamente, transcende o catolicismo romano."
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http://pensarigor.blogspot.com.br/2012/10/protestante-e-catolico-universal.html
http://pensarigor.blogspot.com.br/2015/10/confessionalmente-catolico.html
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