NÃO CREMOS QUE É POSSIVEL VIVER ENTREGUE AO PECADO E AINDA ASSIM SER SALVO
Não se pode
resumir um sistema teológico com uma frase, exemplo: “uma vez salvo, salvo para sempre”. Cremos na doutrina da
“PERSEVERANÇA dos SANTOS” e não na doutrina da “libertinagem dos crentes”...
Percebam o nome da doutrina já é autoexplicativo. Contudo, se uma pessoa
professa ser cristã e vive na prática do pecado, na realidade ela NUNCA foi
salva.
“Aquele que é nascido de Deus não peca
habitualmente; porque a semente de Deus permanece nele, e não pode
continuar no pecado, porque é nascido de Deus.” (1 João 3.9) – Tradução NVI
“Todo aquele que é nascido de Deus não vive na
prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse
não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.”- Tradução Almeida Revista e Atualizada
Não cremos que o
salvo é perfeito e não peca, pelo contrário, estamos convencidos pelas
escrituras que o salvo muitas vezes peca. No entanto,“não vive mais dominado pelo princípio escravizador do pecado, não vive
mais na esfera do pecado. Atos isolados de pecado, contudo, são possíveis em um
crente verdadeiro, pois 1 João 3.9 precisa ser harmonizado com 1 João 1.8-10”[1].
(Nota: Sobre esse assunto ler o texto do link abaixo).
Estamos
convencidos pelas Sagradas Escrituras que uma das provas de que alguém nasceu
de novo é a sua perseverança na fé. O salvo busca andar em santidade para a
glória de Deus. Alguém que se apostata da fé, na verdade, nunca foi convertido.
“Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo,
mas vai além dele, não tem Deus; quem permanece no ensino tem o Pai e também o
Filho (2 João 1:9)”.
“Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram
dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de
terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos. 1 (João 2:19)”.
Nesse sentido, sobre
esse assunto é muito esclarecedor o disposto na Segunda Confissão Helvética:
“Nem todos os que estão na Igreja são da Igreja. Por outro lado, nem todos os que são contados no número da Igreja são santos ou membros vivos e verdadeiros da Igreja. Pois há muitos hipócritas que externamente ouvem a palavra de Deus e publicamente recebem os sacramentos, e parecem invocar a Deus somente por meio de Cristo, confessar que Cristo é a sua única justiça, e adorar a Deus e exercer os deveres de caridade e por algum tempo suportar com paciência as desgraças. E, não obstante, interiormente, estão completamente destituídos da verdadeira iluminação do Espírito, de fé e de sinceridade de coração, e de perseverança até o fim. Mas finalmente o caráter destes homens, em sua maior parte, será manifestado. O apóstolo São João diz: “Eles saíram de nosso meio, mas não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco” (I João 2.19). Todavia, conquanto simulem piedade, não são da Igreja, ainda que sejam considerados estarem na Igreja, exatamente como os traidores numa república estão incluídos no número de seus cidadãos, antes que sejam descobertos; e, como o joio e a palha se encontram no trigo, e como inchaços e tumores se acham no corpo sadio, quando ao contrário são doenças e deformidades e não genuínos membros do corpo. E assim a Igreja de Deus é muito adequadamente comparada a uma rede que retira peixes de todas as espécies, e a um campo no qual se encontram joio e trigo (Mat 13.24 ss, 47 ss).[2]”
Também, sobre o
assunto algumas perguntas do Catecismo de Heidelberg:
”Domingo 32
P.86. Se fomos libertados da nossa miséria somente pela graça através de Cristo, sem nenhum mérito nosso, por que então devemos praticar boas obras?
R. Por que Cristo, tendo nos remido pelo Seu sangue, também nos renova por Seu Espírito Santo à Sua imagem para que, com toda a nossa vida, mostremo-nos gratos a Deus por Seus benefícios1 e para que Ele seja louvado por nós.2 Além disso, para que tenhamos a certeza da nossa fé por causa dos seus frutos,3 e que pelo novo viver piedoso possamos ganhar os nossos próximos para Cristo.4
1. Rm 6.13; 12.1, 2; 1Pe 2.5-10. 2. Mt 5.16; 1Co 6.19, 20. 3. Mt 7.17, 18; Gl 5.22-24; 2Pe 1.10, 11. 4. Mt 5.14-16; Rm 14.17-19; 1Pe 2.12; 3.1, 2.
P.87. Podem ser salvos aqueles que não abandonam o modo de viver ingrato e impenitente e não se convertem a Deus?
R. Não, de modo nenhum. A Escritura diz que nenhum impuro, idólatra, adúltero, ladrão, avarento, bêbado, maldizente, assaltante ou semelhante herdará o reino do céu.1
1. 1Co 6.9, 10; Gl 5.19-21; Ef 5.5, 6; Jo 3.14.
Dia do Senhor 33
P.88. O que é o verdadeiro arrependimento ou conversão do homem?
R. É a morte da velha natureza e a ressurreição da nova natureza.1
1. Rm 6.1-11; 1Co 5.7; 2Co 5.17; Ef 4.22-24; Cl 3.5-10. 78
P.89. O que é a morte da velha natureza?
R. É a profunda e sincera tristeza por termos ofendido a Deus com os nossos pecados, e o abominar e fugir desses pecados cada vez mais.1
1. Sl 51.3, 4, 17; Jl 2.12, 13; Rm 8.12, 13; 2Co 7.10.
P.90. O que é a ressurreição da nova natureza?
R. É a alegria sincera em Deus por Cristo,1 e o amor e o deleite de viver segundo a vontade de Deus em todas as boas obras.2
1. Sl 51.8, 12; Is 57.15; Rm 5.1; 14.17. 2. Rm 6.10, 11; Gl 2.20.
P.91. Mas, o que são as boas obras?
R. Somente as que são feitas pela verdadeira fé,1 em conformidade com a lei de Deus2 e para a Sua glória,3 e não aquelas que se baseiam na nossa própria opinião ou em preceitos de homens.4
1. Jo 15.5; Rm 14.23; Hb 11.6. 2. Lv 18.4; 1Sm 15.22; Ef 11.6. 3. 1Co 10.31. 4. Dt 12.32; Is 29.13; Ez 10.18, 19; Mt 15.7-9.[3]”
NÃO CREMOS QUE SEJA DESNECESSÁRIO EVANGELIZAR
Frequentemente
somos questionados, “Se é Deus quem
escolhe, então porque evangelizar os perdidos?”.
Devemos
evangelizar porque o Senhor Jesus nos ordenou a fazer:
“E
disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos
16:15)
Devemos
evangelizar porque Deus determinou salvar pecadores pela “loucura da pregação” (1 Co 1:21).
Devemos
evangelizar porque Deus concede fé a pecadores por meio da pregação:
“Conseqüentemente, a fé vem por ouvir a mensagem, e a
mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo (Romanos 10:17)”
Encontramos nos
cânones de Dort:
"Para que os homens
sejam conduzidos à fé, Deus envia, em sua misericórdia, mensageiros desta mensagem
muito alegre a quem e quando Ele quer. Pelo ministério deles, os homens são
chamados ao arrependimento e à fé no Cristo crucificado. Porque "...como
crerão naquele de quem nada ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E
como pregarão se não forem enviados?...”(Rom. 10:14, 15). (Cânones de Dort)
Quem compreende o valor das doutrinas da graça
tem maior impulso para evangelizar.
Não deixe de ler o
artigo do pastor Wilson Porte Junior sobre “Calvinismo Missional” http://www.wilsonporte.org/site/calvinismo-missional/
Renato Vargens
também aborda o mesmo assunto: http://renatovargens.blogspot.com.br/2013/01/existe-incompatiblidade-entre-o.html
Também é excelente
o texto do Reverendo Hernandes Dias Lopes sobre o assunto: “Evangelização: ordem de Cristo, missão da igreja e necessidade do
mundo”http://hernandesdiaslopes.com.br/2009/11/evangelizacao-ordem-de-cristo-missao-da-igreja-e-necessidade-do-mundo/#.VVyEf7lViko

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