O que
nos dá segurança? Os políticos, a ciência, o exército ou dinheiro?... Todos
estão desacreditados deste mundo. Vemos corrupção na política, família, polícia
e em outras instituições. O que certamente prevalece é a insegurança, por todos
os lados. Porém, neste deserto, o catecismo de Heidelberg, surge como um Oásis.
Ele começa falando de segurança, mas não de uma segurança no homem, mas em
Cristo. PERTENCEMOS A CRISTO, EM CORPO E ALMA, NA VIDA E NA MORTE (Tt 2:14. (2) Rm 14:8; 1Ts 5:9,10. (3) 1Co 6:19,20). Esse é
o fundamento e conforto da nossa vida.
1. Qual é o seu único
fundamento, na vida e na morte?
O
meu único fundamento é meu fiel Salvador Jesus Cristo (l). A Ele pertenço, em
corpo e alma, na vida e na morte (2) , e não pertenço a mim mesmo (3). Com seu
precioso sangue Ele pagou (4) por todos os meus pecados e me libertou de todo o
domínio do diabo (5). Agora Ele me protege de tal maneira (6) que, sem a
vontade do meu Pai do céu, não perderei nem um fio de cabelo (7). Além disto,
tudo coopera para o meu bem (8). Por isso, pelo Espírito Santo, Ele também me
garante a vida eterna (9) e me torna disposto a viver para Ele, daqui em
diante, de todo o coração (10).
(1) 1Co 3:23; Tt 2:14. (2) Rm 14:8; 1Ts
5:9,10. (3) 1Co 6:19,20. (4) 1Pe 1:18,19;
1Jo 1:7; 1Jo 2:2,12. (5) Jo 8:34-36; Hb 2:14,15; 1Jo 3:8. (6) Jo 6:39; Jo
10:27-30; 2Ts 3:3; 1Pe 1:5. (7) Mt 10:29,30; Lc 21:18. (8) Rm 8:28. (9) Rm
8:16; 2Co 1:22; 2Co 5:5; Ef 1:13,14. (10) Rm 8:14; 1Jo 3:3.
Toda a nossa segurança, conforto e tranquilidade se
baseia no fato de não sermos de nós mesmos, mas de pertencermos ao Rei dos reis
e Senhor dos senhores. Nós não estamos mais no império
das trevas, mas no Reino de seu Filho amado, portanto, nossa vida está oculta
Nele.
“Se vivemos, para o Senhor
vivemos; e, se morremos, é para o Senhor que morremos. Sendo assim, quer vivamos
ou morramos, pertencemos ao Senhor.” (1Co 3:23)
O fato de
pertencermos a Cristo dominava a mente do apóstolo. O vemos algumas vezes, em
suas cartas, escrevendo a algumas igrejas e chamando-as de “igreja de Deus ou de Cristo”(1 Co1.2/Rom.16.16).
Pertencemos a Cristo porque Ele nos comprou.
“Sabendo que não foi com coisas
corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de
viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de
Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,” (1 Pedro 1:18-19)
O que vemos aqui é a ideia do Resgate.
“Redenção é um termo comercial
que significa comprar de volta...No mundo antigo, com frequência a redenção
dizia respeito a escravidão. Pagando o preço do resgate, uma pessoa benevolente
podia libertar um escravo de sua afeição”[1]
Mas não para por ai, a ideia não é apenas de um pagamento para por um
escravo em liberdade, é uma compra mesmo. Cristo não pagou por nossa
"liberdade" e nos deixou ir embora, ele não comprou a
"mercadoria" e deixou-a no mesmo lugar ou em outro lugar qualquer.
Cristo nos comprou pra si.
"No Antigo Testamento, a propriedade,
os animais, as pessoas e a nação eram todos "redimidos" pelo
pagamento de certa quantia. O direito (e mesmo o dever) de fazer o papel do
"parente resgatador" e comprar de volta a propriedade que fora
alienada, a fim de conservá-la na família ou tribo, é ilustrado no caso de Boaz
e no de Jeremias. Quanto aos animais, os machos primogênitos de todo o gado
pertenciam por direito a Yavé; os burros e os animais impuros, contudo, podiam
ser redimidos (isto e, comprados de volta) pelo dono.No caso dos israelitas,
cada um tinha de pagar um "resgate pela sua vida" na época do censo
nacional; os filhos primogênitos (os quais desde a Pascoa pertenciam a Deus), e
especialmente aqueles que excediam o numero dos Ievitas que os substituíam,
tinham de ser redimidos; o dono de um touro notoriamente perigoso que matasse
um homem a chifradas, devia ser morto, a menos que remisse a sua vida mediante
o pagamento de certa multa; o israelita pobre que foi forcado a se vender a
escravidão podia mais tarde redimir a si mesmo ou ser redimido por um parente.
Em todos esses casos de "redenção" havia uma intervenção custosa e
decisiva. Alguém pagava o preço necessário para libertar a propriedade da
hipoteca, os animais do matadouro, e as pessoas da escravidão, ate mesmo da
morte[...] Ao entrarmos no Novo Testamento e examinarmos seu ensino a respeito
da redenção, de imediato atingem-nos duas mudanças. Embora ainda seja inerente
o conceito de que aqueles que necessitam de redenção se encontram em má
situação e que só podem ser redimidos mediante o pagamento de um preço, contudo
agora a má situação e moral em vez de material, e o preço e a morte expiatória
do Filho de Deus. Essa parte já se evidencia no famoso dito de resgate de
Jesus, o qual, no Novo Testamento, e fundamental a doutrina da redenção:
"O próprio Filho do homem, não veio para ser servido, mas para servir e
dar a sua vida em resgate por muitos" (Marcos 10:45). A linguagem figurada
subentende que somos conservados em cativeiro do qual somente o pagamento de um
resgate nos pode libertar, e que o resgate é nada menos que a própria vida do
Messias. A nossa vida e confiscada; a dele será sacrificada."[i]
Dois ensinos podem se extrair daqui:
1.
PRIMEIRO
ERAMOS ESCRAVOS,
2.
EM SEGUNDO
LUGAR, FOMOS LIBERTADOS POR CRISTO DO DOMÍNIO DO DIABO (Jo 8:34-36; Hb 2:14,15;
1Jo 3:8.)
Respondeu-lhes
Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é
servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para
sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. João 8:34-36
E,
visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das
mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte,
isto é, o diabo; E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a
vida sujeitos à servidão.Hebreus 2:14-15
Quem
comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o
Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.1 João 3:8
Se pertencemos a Cristo, logo estamos protegidos em suas mãos
(Jo 6:39; Jo 10:27-30;), de maneira
que nenhum fio de cabelo cairá de nossa cabeça sem a vontade do Pai (Mt
10:29,30; Lc 21:18.)
[1] BOICE, James Montgomery, RYKEN,
Philip Grahan. As Doutrinas da Graça –Resgatando o verdadeiro Evangelho.
Rio de Janeiro: Editora Anno Domini, 2014, p.136.


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