Acabei de ler uma das lições de uma revista de EBD antiga que tenho por aqui. E o título que me pareceu irrelevante a princípio, passou a me interessar, assim que coloquei os olhos sobre as primeiras linhas do texto.
Fiquei a pensar como a gente pode piorar a vida alheia com comentários que a princípio são inofensivos. Os “não casados” ou “encalhados” como são frequentemente rotulados, são motivos de preocupação na igreja e por mais que pareça uma piada, temos pessoas especializadas em juntar “corações”, verdadeiros “Santo-Antônios”.
O que me parece preocupante é a falta de bom senso em relação às particularidades de cada situação; há entre nós aqueles que são solteiros pela vontade de Deus ou por questões circunstanciais e outros por opção. Nem sempre os solteiros são pessoas incompletas ou com defeitos de personalidade.
É bem verdade que a Palavra de Deus declara que “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.8); mas não significa que; não casar ou viver só, seja uma atitude de desobediência a Palavra de Deus. O Reverendo Dionei Faria, comentarista da lição, afirma que:
Jesus aborda a questão daqueles que não se casam, declarando que ... “nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas aqueles a quem é dado” (Mat. 19.10-12).
Isso significa que nem todo mundo é “vocacionado” para o casório. Isso pode ser confirmado pelo escrito de Paulo que ensina que o celibato pode ser um dom de Deus (1 Cor. 7.7,8).
Porque falar num assunto que parece ser tão irrelevante? É necessário porque é na igreja; onde esse tipo de coisa não devia acontecer; que a gente presencia com maior frequência as malditas piadas e rotulações que muitas vezes aumentam as situações aflitivas daqueles que ainda não estão inseridos em algum relacionamento.
Como diz o comentarista da lição “ o solteiro crente,..., não esta imune aos sentimentos de solidão... Ele possui uma grande necessidade de entrosamento e aceitação...”
Que o Pai nos dê sabedoria para lidar com as especificidades de cada conflito. Aqui só abordei o tratamento recebido pelos não casados, não inclui outros que enfrentam dificuldades semelhantes, quando não são as piadinhas, são as rotulações ou incompreensão, como nos casos de divorciados, viúvos, jovens que lutam com vícios ou desvios de sexualidade e dentre tantas outras dificuldades que exigem das pessoas maturidade e conhecimento da GRAÇA de DEUS, que transforma não só pecadores, mas também situações.
Nele em quem aquilo que é irrelevante aos olhos humanos, tem grande importância.
Soli Deo Glória
Aldair Ramos Rios
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DIDAQUÊ, Estudos Bíblicos; Série Familia; “Encarando a vida de frente; dramas familiares enfrentados com fé e coragem”


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