Somos atraídos para aquilo que é belo. Há paisagens que
nos deixa extasiados. A beleza, as cores, as formas, tudo ali nos atrai, nos
fascina, nos deixa maravilhados. O mundo moderno é obcecado pela beleza. Muito
se fala sobre a beleza de homens e mulheres.
O Belo certamente nos fascina.
A criação é bela, mas a Beleza de Deus é incomparável.
Tudo o que nos encanta aqui, só reflete a perfeição de Deus. “Só amamos aquilo
que conhecemos e, quanto mais conhecemos a criação, mais podemos conhecer e
amar Aquele que a criou” ( Pierre de Craon Lejeune). Quem não se lembra do
velho hino “Grandioso és tu”?...Veja como o escritor exalta a perfeição
de Deus ao contemplar a criação.
“Senhor, meu Deus, quando eu, maravilhado,
Contemplo a tua imensa criação,
A terra e o mar e o céu todo estrelado
Me vêm falar da tua perfeição.
Então minh'alma canta a ti, Senhor:
''Grandioso és Tu! - grandioso és Tu!''
Então minh'alma canta a ti, Senhor:
''Grandioso és Tu! - grandioso és Tu!''”
Segundo, Pierre de Craon Lejeune:
“Deus projeta um brilho que é a causa da beleza nas
coisas. Esta luz e esta clareza, que provêm de Deus, contêm e se tornam a
essência e a beleza das criaturas. É por isso que as criaturas são belas, pela
essência radiante que têm, e que é uma participação da clareza divina. Elas
mostram uma consonância com seu fim, que é Deus, uma consonância na composição
que têm e, em terceiro lugar, uma consonância nas relações que têm com as
outras criaturas.”
As obras de Deus são perfeitas, porque ele é perfeito.
Nele há beleza indizível. Santo Agostinho, era alguém fascinado pela beleza de
Deus. Vejamos, algumas declarações deste amante do Eterno.
“É preciso que confessemos que Deus é a própria vida em
plenitude, que tudo percebe e entende; que não pode morrer, corromper-se ou
mudar-se; que não é dotado de corpo, mas é espírito, sumamente poderoso, justo,
belo, ótimo e o mais feliz entre todos os espíritos” (Santo Agostinho, De
Trinitate, X, 4, 6).
“Admirava-me de já te amar, e não a um fantasma em teu
lugar, mas não era estável no gozo de meu Deus. Era arrebatado a ti por tua
beleza, e logo afastado de ti pelo meu peso, que me precipitava sobre a terra a
gemer. Meu peso eram os hábitos carnais. Mas tua lembrança me acompanhava.”
“Tarde te amei, Beleza tão antiga e tão nova, tarde te
amei! Eis que estavas dentro de mim,e eu lá fora, a te procurar! Eu, disforme,
me atirava à beleza das formas que criaste. Estavas comigo, e eu não estava em
ti. Retinham-me longe de ti aquilo que nem existiria se não existisse em ti. Tu
me chamaste, gritaste por mim, e venceste minha surdez. Brilhaste, e teu
esplendor afugentou minha cegueira. Exalaste teu perfume, respirei-o, e suspiro
por ti. Eu te saboreei, e agora tenho fome e sede de ti. Tocaste-me, e o desejo
de tua paz me inflama”.
“Quanto a mim, meu Deus e minha glória, encontro nisto
razão para cantar-te um hino, e
oferecer um sacrifício de louvor àquele que sacrificou
por mim. As belezas que da alma do artista passam para suas mãos, provêm desta
beleza, que é superior às nossas almas e pela qual minha alma suspira dia e
noite.”
Sendo Deus assim tão belo, que nele fixemos o nosso
olhar. Que nos esforcemos para contemplar a sua beleza, que nos percamos
admirados pela formosura de suas obras, dia a dia, até que o vejamos face a
face.
Aldair Ramos Rios
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