Esta fé e a sua
certeza não procedem da carne e do sangue,
isto é, de uma
faculdade natural que há em nós,
mas são a inspiração
do Espírito Santo (Mt 16:17; Jo 14:26;
15:26; 16:13),
que nós confessamos ser Deus,
e com seu Filho (At 5:3-4),
que nos santifica
e nos conduz
em toda verdade
pela sua operação,
sem o qual permaneceríamos para
sempre
inimigos de Deus e ignorantes de seu Filho, Jesus Cristo.
Porque
por natureza somos mortos, cegos e perversos,
de maneira que nem sequer
sentimos quando somos aguilhoados,
nem vemos a luz quando brilha,
nem
podemos assentir à vontade de Deus
quando ela se revela,
se o Espírito
de nosso Senhor
não vivificar o que está morto,
não
remover as trevas de nossas mentes
e não dobrar a rebelião
dos nossos corações
à obediência da sua bendita
vontade (Cl 2:13; Ef 2:1; Jo
9:39; Ap 3:17; Mt 17:17; Mc 9:19; Lc 9:41; Jo 6:63; Mq 7:8; 1Rs 8:57-58)
Dessa forma,
assim como confessamos
que Deus o Pai nos criou
quando ainda não existíamos (Sl 100:3),
assim como o seu Filho, nosso
Senhor Jesus Cristo,
nos redimiu quando éramos seus inimigos (Rm 5:10),
assim também confessamos que
o Espírito Santo nos santificou
e regenerou,
sem qualquer respeito a qualquer mérito nosso
- seja
anterior seja posterior à nossa regeneração (Jo 3:5; Tt 3:5; Rm
5:8).
Para
deixar isto ainda mais claro:
como de boa vontade
renunciamos a qualquer
honra e glória pela nossa própria criação
e redenção (Fp 3:7),
assim também o fazemos
pela nossa regeneração
e santificação,
pois por nós mesmos nada de bom somos
capazes de pensar,
mas só aquele que em nós começou
a obra nos faz continuar nela (Fp 1:6; 2 Co 3:5), para o louvor e glória de sua graça
imerecida (Ef 1:6).
Fonte: A Confissão
de Fé Escocesa

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