“Já foi dito por alguém que
‘o estudo adequado da humanidade é o próprio homem’. Não me oponho à
ideia, mas creio ser igualmente verdadeiro que o estudo correto do
eleito de Deus é Deus; o estudo apropriado ao cristão é a divindade.
A
mais alta ciência, a mais elevada especulação, a mais poderosa filosofia
que possa prender a atenção de um filho de Deus é o nome, a natureza, a
pessoa, a obra, as ações e a existência do grande Deus, a quem chama
Pai.
Nada é melhor para o desenvolvimento da mente que contemplar a
divindade. Trata-se de um assunto tão vasto, que todos os nossos
pensamentos se perdem em sua imensidão; tão profundo que nosso orgulho
desaparece em sua infinitude.
Podemos compreender e aprender muitos outros temas, derivando deles
certa satisfação pessoal e pensando enquanto seguimos nosso caminho:
‘Olhe, sou sábio’. Mas quando chegamos a esta ciência superior e
descobrimos que nosso fio de prumo não consegue sondar sua profundidade e
nossos olhos de águia não podem ver sua altura, nos afastamos pensando
que o homem vaidoso pode ser sábio, mas não passa de um potro selvagem,
exclamando então solenemente: ‘Nasci ontem e nada sei’. Nenhum tema
contemplativo tende a humilhar mais a mente que os pensamentos sobre
Deus… Ao mesmo tempo, porém, que este assunto humilha a mente, também a
expande.
Aquele que pensa com frequência em Deus terá a mente mais aberta que
alguém que apenas caminha penosamente por este estreito globo. […] O
melhor estudo para expandir a alma é a ciência de Cristo, e este
crucificado, e o conhecimento da divindade na gloriosa trindade. Nada
alargará mais o intelecto, nada expandirá mais a alma do homem que a
investigação dedicada, cuidadosa e contínua do grande tema da divindade.
Ao mesmo tempo que humilha e expande, este assunto é eminentemente consolador. Na contemplação de Cristo existe um bálsamo para cada ferida; na meditação sobre o Pai, há consolo para todas as tristezas, e na influência do Espírito Santo, alívio para todas as mágoas. Você quer esquecer sua tristeza? Quer livrar-se de seus cuidados? Então, vá, atire-se no mais profundo mar da divindade; perca-se na sua imensidão, e sairá dele completamente descansado, reanimado e revigorado.
Não
conheço coisa que possa confortar mais a alma, acalmar as ondas da
tristeza e da mágoa, pacificar os ventos da provação que a meditação
piedosa a respeito da divindade. Para este assunto chamo a atenção de
todos nesta manhã.”
C. H. Spurgeon
Fonte: http://www.nazarenobv.com.br/2014/01/o-conhecimento-de-deus/


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