Já dizia Blaise Pascal, “Quando
se deseja fazer uma crítica proveitosa e mostrar a um outro que ele se engana ,
é necessário observar de que lado ele encara a coisa...”.
Alguns enxergam como “boa” a política
apenas em razão da sua materialidade.
Para esses... governo bom, é que
aquele paternalista, que oferece bolsas e mais bolsas, que posta de defensora
das minorias, pobres, negros, gays e dos animaizinhos.
O negócio é poder apalpar, ver algo, ainda
que seja uma ninharia. Pouco importa se outros bens, como é o caso dos
“imateriais” (Exemplo: a liberdade de expressão) corra o risco de desaparecer.
Não quero ser leviano, é claro que o
Estado tem o dever de prestar auxílio, mas apenas quando necessário, não “ad
eternum”.
O que ocorre, é que um governo pode “se
fazer tão necessário” ao ponto de escravizar o povo. Um governo pode ser assistencialista
por um lado e tirânico do Outro, ao ponto de seu assistencialismo anestesiar a
compreensão da realidade.
A história nos prova isso. Como o
Nazismo pode existir? O que havia de tão atrativo no discurso de Hitler?
A história nos conta que:
“No início da década de 1930, a Alemanha tinha a economia extremamente turbulenta. A crise econômica mundial que havia se iniciado em 1929 havia atingido o país em cheio e milhões de pessoas estavam desempregadas. Na memória de muitos ainda estava fresca a humilhante derrota alemã frente à França, quinze anos atrás, na Primeira Guerra Mundial, e os alemães não confiavam em seu governo, fraco, conhecido como República de Weimar. Aquelas condições propiciaram o surgimento de um novo líder, Adolf Hitler e seu Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou apenas Partido Nazista.Hitler era um orador eloquente e ardiloso que atraía um grande número de seguidores desesperados por mudanças. Ele prometia uma vida melhor aos desiludidos e uma nova e gloriosa Alemanha. Os nazistas atraíam principalmente os desempregados, jovens e membros da classe média baixa, tais como donos de pequenos negócios, funcionários administrativos, artesãos e fazendeiros.” (http://www.ushmm.org/outreach/ptbr/article.php?ModuleId=10007671 )
O que ocorreu na Alemanha naqueles
anos pode ser repetido em qualquer lugar do mundo. Basta que numa situação
desesperadora apareça o “salvador da pátria”.
Alguém com a capacidade de mexer com
as emoções de seus ouvintes e que se proponha a derrotar o imperialismo
opressor e dar liberdade “al pueblo que lucha”.
Feito isso, ganha-se o povo.
O que não deixa de ser verdadeiro é
que o poder jamais FICARÁ VAGO. Sai um agora para em seguida um outro assumir o
seu lugar, mas isso só é possível quando um governo não assalta a consciência
coletiva para se tornar eterno.
Aldair Ramos Rios
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