Virou moda nas redes sociais o uso indevido da
expressão "Laicidade" para se combater a qualquer expressão pública
da fé. Na verdade aquilo que erroneamente é chamado de
"Laicidade" é no fundo [bem lá no fundo mesmo] puro
"Laicismo".
Qual a diferença então? [Pergunta o alienado].
A Laicidade seria a defesa da separação necessária
entre a Igreja e o Estado, ou seja, o Estado seria não-confessional, sem
religião oficial, mas assumiria o religioso como parte da esfera social [Estado
Laico + Nação religiosa]. Segundo o cientista político Robinson Cavalcante:
"Um
aspecto a ser destacado é que a Sociedade antecede ao Estado, e este –
dela derivado – é “a sociedade politicamente organizada” [...] Outro aspecto a
ser destacado é que a sociedade não se organiza apenas como Estado, que se
expressa como uma pátria (vínculos simbólico-afetivos), mas como Nação, como
uma realidade histórica e cultural, com seus costumes e seus valores, onde
entra, como uma das suas variáveis principais, a religião. O Estado não
pode existir nem em confronto com a sociedade, nem pelo negar a nação. Em suma:
o Estado é laico e a nação é religiosa, e deve haver um relacionamento adequado
entre ambos, como vasos comunicantes. No caso brasileiro, o Estado não pode
ignorar a história da nação, nem a cultura da nação, o lugar da cristandade, em
particular, e da religiosidade, em geral. O secularismo desvairado levaria à
implosão da estátua do Cristo Redentor, à substituição de nome de Estados da
Federação como Espírito Santo, de cidades, como São Paulo, e de logradouros por
todo o país, à eliminação do feriado do Natal, e por aí vai, para não “ofender”
a minoria não-religiosa. Além do mais, ao invocar a proteção de Deus no preâmbulo
de sua Constituição Federal, o Estado laico brasileiro se apresenta como
teísta, espiritualista e aconfessional."¹
Já o Laicismo por sua vez, é a ideologia que
restringe a liberdade religiosa, promovendo o desprezo de tudo o que seja
religioso [especialmente a fé cristã]. Definiu muito bem este fenômeno o Dr.
André Gonçalves Fernandes que é Juiz de Direito da 2ª Vara da Família de Sumaré
-SP e Mestrando em Filosofia e História da Educação:
"Um
reto conceito de liberdade religiosa não é compatível com essa ideologia, que
às vezes se apresenta como o único magistério da racionalidade [...]; dentre
suas falácias, pretende silenciar aqueles que creem, sobretudo os cristãos, ao
declarar que eles querem impor ao Estado posições, soluções ou proibições que
seriam exclusivamente baseadas na fé, algo inimaginável num Estado laico, ao
qual seria vedada a adoção de soluções “religiosas”, mas somente “racionais”.
Seus defensores não hesitam em contrapor, como incompatíveis, a razão e a fé. O
argumento é ardiloso, pois mesmo que os que creem, dando consequência ao seu
dever de consciência, defendam posições em matérias humanas e sociais
lastreadas em suas convicções religiosas, um Estado democrático deveria
respeitar essas posições, na medida em que também confere apreço aos
posicionamentos dos cidadãos que patrocinam ideias marxistas ou posições
hedonistas."
Contudo, o que se tem visto, especificamente na
mídia nacional é a intolerância religiosa, a tentativa de se ignorar a herança
ética, espiritual e religiosa da nossa "Nação", o desrespeito as
manifestações públicas da fé e até mesmo aos locais de culto por parte de minorias
mimadas. Permita-me invocar novamente o Magistério de Robinson Cavalcante:
“[...]
o Estado secularista, [...] procura implementar uma ideologia no fundo ateia e
materialista, moralmente relativista, antirreligiosa (particularmente
antimonoteísmo de revelação), em que, em nome de um mundo sem verdades ou de
verdades plurais individuais, procura expulsar a presença institucional e a
expressão do pensamento religioso do espaço público, restringindo-o às
subjetividades e ao espaço dos lares e dos templos, ou seja, à irrelevância como
fato social. É um equívoco e uma má fé confundir Estado secularista com Estado
laico, secularismo com laicismo. Um aspecto a ser destacado é que a Sociedade
antecede ao Estado, e este – dela derivado – é “a sociedade politicamente
organizada”. O que se tem pretendido, como permanente tentação totalitária, é o
Estado como ente autônomo, com seu aparelho burocrático, se vendo como
vanguarda iluminada, procurando impor à sociedade as suas ideologias,
“corrigindo o seu atraso”. Isso atenta contra o princípio democrático, pois no
lugar de expressar o pensamento da maioria, se impõe (pelo braço do Estado) a
sua agenda minoritária, mas “superior” ou “verdadeira”.”³
Certamente, se dependesse da vontade de alguns “intelectuais”
este texto jamais seria publicado em lugar algum, visto que os mesmos, não
conseguem coexistir com ideias divergentes, especificamente com aquelas que os
confrontam publicamente.
Só espero, que o “gigante acorde de verdade” antes
que seja tarde demais e a ditadura do “politicamente correto” prevaleça sobre a
verdadeira nação brasileira e no lugar dela surja outra “nação”, sem Deus, sem
fé e desprovida de um sentido da vida.
Enfim, já tivemos pelo mundo vários Regimes o nazista,
o fascista, o comunista e agora...a ditadura laicista.
ALDAIR RAMOS RIOS
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¹http://www.dar.org.br/bispo/51-artigos-ultimato/2116-estado-laico-e-nacao-religiosa-reflexao-ultimato.html
²http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo648.shtml e http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo685.shtml
³http://www.dar.org.br/bispo/51-artigos-ultimato/2116-estado-laico-e-nacao-religiosa-reflexao-ultimato.html
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