[...] A maioria dos homens, cegos pelo justo julgamento de Deus, nunca consideraram seriamente a maldição sob a qual a Lei nos sujeita, ou o porquê ela foi ordenada por Deus. Quanto ao Evangelho, geralmente o consideram como nada mais sendo do que uma segunda lei, mais perfeita do que a primeira. Disto decorre a errônea distinção entre preceito e conselho, resultando, pouco a pouco, a total ruína do favor de Jesus Cristo. Agora, devemos considerar estes assuntos. A Lei e o Evangelho têm em comum que ambos provêm de um Deus verdadeiro, sempre consistente com Ele mesmo (Hb. 1: 1 -2). Não devemos pensar, por esta razão, que o Evangelho revoga a essência da Lei. Pelo contrário, a Lei estabelece a essência do Evangelho (Rm. 10:2-4); explicaremos isto mais tarde. Ambos nos apresentam o mesmo Deus e a essência. ...
Apontamentos de um aluno