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A Revelação da Justiça de Deus

(Romanos 3:21—4:25)


Todos os seres humanos, de todas as raças e classes sociais, de todos os credos e culturas, tanto judeus como gentios, imorais e moralistas, religiosos e ateus — todos, sem exceção, são peca­dores, culpados, indesculpáveis e sem defesa diante de Deus! Eis o quadro terrível e desolador com que Paulo descreve a situação da raça humana em Romanos 1.18—3.20. Sem um raiozinho de luz, nenhuma fagulha de esperança, sem a mínima perspectiva de socorro.

"Mas agora"— Paulo interrompe de súbito — o próprio Deus interveio. "Agora" parece ser uma referência maixada por três dimensões: uma lógica (a elaboração do argumento), uma cro­nológic(o momento presente) e outra escatológica (chegou um novo tempo).1




Depois da longa e escura noite, raiou o sol, ama­nhece um novo dia e o mundo é inundado de luz. "Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da lei..." (21a). É uma revelação totalmente nova, centralizada em Cristo e sua cruz, se bem que dela "testemunham a Lei e os Profetas" (21b) em previsões e prefigurações parciais. E assim Paulo contrasta a injustiça de uns e a autojustificação de outros com a justiça de Deus. Em contraposição à ira de Deus sobre quem pratica o mal (1.18; 2.5; 3.5) ele anuncia a graça de Deus, que envolve os pecadores que crêem. Diante do julgamento, apresenta-nos a justificação.

Paulo começa retratando a revelação da justiça de Deus na cruz de Cristo e lançando os alicerces para o evangelho da jus­tificação (3.21-26). Em seguida defende o seu evangelho con­tra as críticas dos judeus (3.27-31). E, finalmente, ilustra-o através da vida de Abraão, que foi, ele mesmo, justificado pela fé, tornando-se assim o pai espiritual de todos os que crêem (4.1-25).
 
 
John Stott
 
Fonte: Romanos-John Stott-ABU

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