Daniel E. Parks
1. Ela foi planejada na eternidade.
a. O Redentor foi predestinado (1 Pe 1.18-21): “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós que, por meio dele, tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus”.
b. Os redimidos foram predestinados. Todos os que foram redi- midos por Cristo e que, por conseguinte, crerão em Deus, por meio de Cristo, são identificados como pessoas “cujos nomes... foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8; 17.8).
2. Ela é eficaz por toda a eternidade.
a. Nenhum daqueles em favor dos quais Cristo derramou seu sangue, para redimi-lo, será considerado por Deus como não-redimido. Cristo ofereceu-se a Si mesmo “pelo Espírito eterno” — quer seja o seu próprio espírito divino, quer seja a terceira Pessoa da bendita Trindade — para que eles “recebam a promessa da eterna herança” (v. 15). Ele prometeu a cada um dos redimidos: “De modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida” (Ap 3.5). Portanto, o céu será a habitação de todos “os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro”, desde a eternidade (Ap 21.27). E todos eles, predestinados a serem redimidos, cantarão a Cristo, na glória: “Digno és... porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação” (Ap 5.9; cf. 14.3,4).
Esta verdade expõe a falsa doutrina chamada de “expiação geral ou ilimitada”. De acordo com este engano, Cristo pagou a preço de redenção por todos os membros da raça humana, sem exceção, e não apenas “por muitos”, conforme Ele mesmo declarou (Mt 20.28). No entanto, eles dizem que a obra de expiação realizada por Cristo não é eficaz até que o pecador a torne eficaz, por crer em Jesus. Dizem também o seguinte: visto que alguns, ou talvez muitos, em favor dos quais o Senhor Jesus morreu nunca crerão nEle, eles morrerão em seus pecados e perecerão, não-redimidos. Além disso, muitos que expõem este erro também negam a eficácia eterna de sua própria redenção. Eles afirmam que alguém, havendo tornado, por meio da fé, a sua redenção eficaz, pode cair em pecado, perder a sua salvação e morrer, conseqüentemente, não-redimido.
b. Nunca será necessário repetir este sacrifício redentor (vv. 12, 26-28) — “Pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção... agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado... Cristo, tendo-se oferecido um vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação”.
Afirmar que este sacrifício redentor, realizado “uma vez por todas”, tem de ser repetido significa estar crucificando de novo “para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia” (Hb 6.6). Todavia, isto é feito por aqueles que observam o que chamam de Sacrifício da Missa, que definem como “o verdadeiro sacrifício do corpo e do sangue de Cristo presentes no altar, por meio das palavras de consagração; uma representação e renovação da oferta realizada no Calvário” (Dicionário Católico, estampado com o imprimátur de um vigário-geral). Por meio da fé em Cristo, você já recebeu a segurança de que Cristo obteve “eterna redenção” para você?tendo obtido eterna redenção.
Hebreus 9.11,12
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