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O Evangelho é Revelado do Céu

Por: Aldair Ramos Rios 
Nenhum homem, por mais notável que fosse, poderia conceber em sua débil mente "as Boas Novas". Como poderia a mente pecadora, produzir mensagem tão transformadora?

Mateus nos conta que ao chegar a Cesáreia Jesus faz uma pergunta aos seus discípulos.

-O que as pessoas estão falando sobre mim?

- uns dizem que é João o Batista, outros que é Elias,Jeremias e ainda outros alguns dos profetas. Responderam os discípulos.


"E vós, quem dizeis que eu sou?"-Pergunta o mestre aos seus discípulos.

- "Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo". Responde Simão prontamente.

O que teria levado Pedro a responder com tamanha certeza?

-Mera opinião-talvez pense alguns.

Qual era a fonte das palavras que brotaram dos lábios deste homem?

Deus era a fonte, pois disse Jesus a Simão:

"... não te revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. (Mat 16:13-18)"- Responde o crente-

Se o Evangelho é revelado do céu, como pode ainda, alguns afirmarem, que a Escritura sagrada é fruto da tradição da Igreja?

Os ensinos dos registros sagrados não é uma simples produção de qualquer tradição, mas foram revelados por Deus aos seus santos apóstolos.

Em relação ao Evangelho, Paulo vai dizer aos Gálatas :

"... não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo." (Gálatas 1:11-12)
Aos tessalonicenses, confirma:
"Tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes, não como palavra de homens, e, sim, como, em verdade é, a palavra de Deus", etc. (I Tes 2.13).
Sabemos que embora Deus tenha usado pessoas como instrumento, conservando a sua personalidade, particularidades, o seu estilo, métodos e linguagem, NO ENTANTO, o conteúdo material, a substância sólida da verdade, a "mensagem" não é de autoria de nenhum deles. Pedro vai dizer que a profecia não foi produzida por vontade de homens, mas os homens de Deus falaram sob a inspiração do Espírito Santo.

Sobre essa questão Calvino declarou:

Eis aqui o principio que distingue nossa religião de todas as demais, ou seja: sabemos que Deus nos falou e estamos plenamente convencidos de que os profetas não falaram de si próprios, mas que, como órgãos do Espírito Santo, pronunciaram somente aquilo para o qual foram do céu comissionados a declarar. Todos quantos desejam beneficiar-se das Escrituras devem antes aceitar isto como um principio estabelecido, a saber: que a lei e os profetas não são ensinos passados adiante ao bel-prazer dos homens ou produzidos pelas mentes humanas como uma fonte, senão que foram ditados pelo Espírito Santo [As Pastorais, p. 262.].

"Toda escritura divinamente inspirada é útil para ensinar, repreender e corrigir" - Escreve Paulo a Timóteo.


No documento "A essência do Anglicanismo, encontramos a seguinte declaração":
"As Escrituras canônicas do Antigo e Novo Testamento são "a palavra de Deus escrita", inspirada e autorizada, verdadeira e confiável, coerente e suficiente para a salvação. A Palavra de Deus escrita" tem vida e poderosa como guia divino tanto para a conduta quanto para a fé crista.

A fé trinitária, cristocêntrica, orientada para a redenção, que se encontra na Bíblia, esta encarnada nos credos ecumênicos históricos... Em cada época, o Espírito Santo conduz o povo de Deus, a Igreja, a submissão às Escrituras como seu guia. Para isso, usa sempre como

ponto de referencia o respeito às santas tradições, o uso humilde da razão humana e a oração. A Igreja não pode se constituir juiz das Escrituras, descartando e selecionando ensinos. As Escrituras mesmas, sob a autoridade de Cristo, julgam a Igreja no que tange a sua fidelidade a verdade por ele revelada. (Dt 29:29; Is 40:8; 55:11; Mt 5:17,18; Jo 10:35; 14:26; Rm 1:16; Ef 1:17-19; II Tm 2:15; 3: 14-17; II Pd 1:20,21)"

Essa é a natureza da Escritura, sendo divinamente inspirada, revelado está quem é seu verdadeiro autor. Deus é o autor deste Evangelho que estabeleceu a igreja, portanto não é a igreja que determina o que é Evangelho, antes o contrário, é o Evangelho que determina o que é Igreja.

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