Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação
da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa,
agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:2)
A maneira como a gente pensa, influência de alguma forma o nosso
comportamento?
Geração após geração, as pessoas se viram perplexas,
inabilitadas para lidar com os problemas de sua geração. John Stott (in memoriam)
foi Capelão Honorário de sua Majestade Britânica, a Rainha Elizabeth II, reitor
emérito da Paróquia de All Souls, alguém que foi vocacionado para que com
simplicidade e fidelidade falasse sobre vários assuntos, tendo como ponto d
epartida sempre a revelação especial de Deus (Sola Scriptura). Em seu livro “MENTALIDADE
CRISTÔ afirma que uma maneira de abordar as complicadas questões dos tempos
atuais, consiste no desenvolvimento de uma “MENTE CRISTÔ, ou seja, uma mente
que captou as pressuposições básicas da Escritura. Dentro da proposta do livro
ele faz um comentário bem interessante sobre a passagem de Romanos supracitada.
Falei desse assunto com os jovens da igreja que frequento algum tempo atrás,
espero que possa ajuda-lo.
Veja que o apóstolo acabara de dirigir seu famoso apelo aos
leitores da carta, rogando-lhes que, em gratidão a Deus pelas misericórdias,
apresentassem seu corpo como “sacrifico vivo e como culto racional”. Em
seguida, explica como é que o povo de Deus pode servi-lo neste mundo.
Ora, uma coisa é “conformar-se” ou adaptar-se a este mundo ou
época com seus padrões (ou falta destes), seus valores (Geralmente
materialistas) e seus alvos ( egocêntricos e pagãos), afinal; estas são as
características da cultura Ocidental, e não é fácil resisti-la, sendo que o
secularismo contemporâneo é forte e sutil, e são grandes as pressões para que
nos conformemos a ele.
No entanto, Paulo nos exorta a que?
“a não nos amoldarmos ao padrão deste mundo, mas
transformar-nos pela renovação da mente a fim de que sejamos capazes de
experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”
Aqui o apóstolo pressupõe que os cristãos tem (ou pelo menos
deveriam ter) uma mente renovada, capaz de produzir um efeito radical na vida.
Essa mente renovada nos capacita a discernir e aprovar a vontade de Deus,
transformando a nossa conduta. A sequência é constrangedora “Se
quisermos viver corretamente, temos que pensar corretamente”.
Se a Queda levou o homem a depravação absoluta, a Redenção
implica renovação total ( o que não significa que agora somos o melhor possível,
mas que cada parte de nós, inclusive a mente, foi renovada).
O contraste é bem claro. Nossa antiga perspectiva nos levava
a nos conformar a multidão. Nossa nova visão nos induz a uma não conformidade
moral, em virtude da vontade de Deus, tal como revelada em sua palavra. Entre
as duas perspectivas, jaz o arrependimento (metanoia), ou seja, uma completa
mudança de mente ou perspectiva.
“Nós, porém, temos a
mente de Cristo”, escreve Paulo aos Coríntios (1 Cor 2:16).
Isto é, a proporção que estudamos os ensinamentos e os
exemplos de Jesus e submetemos a mente conscientemente ao domínio de sua
autoridade, começamos apensar como ele”.
A mente de Cristo é gradativamente formada em nós pelo Espirito Santo.
Quando falamos em mente Cristã, não estamos nos referindo
apenas a uma mente ocupada especificamente com tópicos religiosos, mas capaz de
pensar a partir de uma perspectiva cristã, mesmo quando se trata dos tópicos
mais seculares. A Bíblia divide a história humana em eras que são marcadas não pela ascensão e
queda de impérios, dinastias ou civilizações, mas por quatro eventos principais:
A CRIAÇÃO, a Queda, A REDENÇÃO E A CONSUMAÇÃO .
Falaremos sobre casa uma delas no próximo texto.
De seu mano.
Aldair


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