Se você quiser saber o conceito que um povo tem de Deus, preste atenção nas suas orações e nos seus cânticos. Pois é impossível ter um conceito correto de Deus revelado nas Escrituras e orar, cantar e adorar de maneira errada. Como sabemos, a teologia precede a ética, ou seja, o nosso comportamento, os nossos valores e prioridades são reflexos ou expressões do conceito que temos de Deus e da vida. Portanto, quanto mais conhecermos pelas Escrituras o Deus que se revelou na Pessoa de Jesus Cristo, quanto mais conhecermos o seu ser, os seus atributos, isto determinará a nossa maneira de orar, cantar e adorar a Deus.
Pode-se questionar: Seria possível adorar de
maneira errada? Jesus disse que sim. Quando do seu encontro com a mulher
samaritana, ele afirmou: “Vós adorais o que não conheceis.” Jo 4:22. Creio que
um dos atributos de Deus que permeia todos os demais e que determina nosso
relacionamento com Ele, através da oração e cânticos, é a soberania de Deus.
Entretanto, a tendência hoje no meio cristão, é engrandecer o homem e degradar a
Deus, chegando mesmo quase a divinizar o homem e humanizar a Deus. Pregamos um
Deus limitado pela autonomia humana e, no dizer de R. K. Mc Gregor Wright, “Um
Deus limitado pela autonomia humana, não é capaz de satisfazer as necessidades
de um mundo perdido.”[2] Esta luta teve origem no Éden, quando Satanás fez o
homem duvidar da palavra e do caráter de Deus. O homem perdeu o conceito correto
da soberania de Deus, perdeu a visão de Deus como criador, e dele como criatura,
levando-o a acreditar que poderia ser como Deus, que ele também é um ser
autônomo. Essa luta entre o teocentrismo e o antropocentrismo, tem permeado toda
a história humana. A. W. Pink diz: “Em toda a cristandade, com exceção que quase
não pode ser levada em conta, mantém-se a teoria de que o homem determina a
própria sorte e decide seu destino, através do seu “livre arbítrio”.”[3] Basta
que prestemos atenção na maioria dos livros evangélicos escritos sobre oração,
na maioria dos sermões pregados nas igrejas, nas letras dos cânticos, que iremos
comprovar a triste realidade da centralidade humana
Uma reciclagem necessária
A soberania de Deus sempre foi o tema central de toda a bíblia. Seu primeiro versículo proclama esta verdade: “No princípio criou Deus”. Veja ainda Is. 45:5-7; Dn 2:20,22; 4:34,35; I Cr 29:10-17; Rm 9: 14-26; Ap 4:11. A soberania de Deus sempre foi o tema de Paulo, Agostinho, dos pré-reformadores, dos reformadores, Lutero, Calvino, Zuinglio, sempre foi tema dos puritanos, e o tema central da teologia reformada. Portanto, somente uma reciclagem nesta verdade suprema poderá mudar nossas mentes, nossos conceitos, e conseqüentemente, nossas orações e cânticos. É de suma importância que aprendamos a orar e cantar com a Bíblia.
A soberania de Deus sempre foi o tema central de toda a bíblia. Seu primeiro versículo proclama esta verdade: “No princípio criou Deus”. Veja ainda Is. 45:5-7; Dn 2:20,22; 4:34,35; I Cr 29:10-17; Rm 9: 14-26; Ap 4:11. A soberania de Deus sempre foi o tema de Paulo, Agostinho, dos pré-reformadores, dos reformadores, Lutero, Calvino, Zuinglio, sempre foi tema dos puritanos, e o tema central da teologia reformada. Portanto, somente uma reciclagem nesta verdade suprema poderá mudar nossas mentes, nossos conceitos, e conseqüentemente, nossas orações e cânticos. É de suma importância que aprendamos a orar e cantar com a Bíblia.
Paulo Cesar
Bornelli
Fonte:http://www.monergismo.com/textos/oracao/ensina_oracao.htm
Comentários
Postar um comentário