"No princípio, Deus criou os céus e a terra".
Gn 1: 1
Nada é casual. Desde o início tudo foi feito de acordo com um propósito inteligente e santo. Quem está por trás da vida é chamado de Deus. Gosto muito da síntese teológica que a "Confissão de Westminster" faz sobre o ser de Deus e os seus atributos. Leia em oração:
Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições. Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, - onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.
Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança. Ele é todo suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas. Ele é a única origem de todo o ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser. Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele; o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para ele nada é contingente ou incerto. Ele é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos. Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que ele há por bem requerer deles.
Esse é o ponto central: uma vez que tenhamos pensado na existência de um ser tão glorioso, o espírito humano não consegue se satisfazer com nada mais na vida. Diante de algo tão doce e monumental, poder ver a totalidade do mundo criado seria apenas ter uma visão fantástica. Nada comparável a contemplar a beleza infinita de um ser pessoal para o qual podemos dizer: "eu o amo".
Antônio Carlos Costa
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