O Amor Não Anula a Lei
O amor cristão é o maior de todos. Ele é “a marca distintiva da vida cristã” (John Blanchard), “o sinal dos discípulos de Cristo” (Matthew Henry), “a principal afeição da alma” (Matthew Henry), “ a rainha de todas as graças cristãs” (Arthur Pink), “o fio prateado que percorre toda a conduta do cristão” (J. C. Ryle). Sem amor, uma igreja não é coisa alguma (1 Co 13). O novo mandamento dado por Cristo ao seu povo é que se amem mutuamente, assim como Ele os amou. Por meio desse sentimento puro e fervoroso, o mundo saberá que somos povo de Deus. O amor é a graça mais semelhante a Deus.
Ainda assim, Paulo disse: “A lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom” (Rm 7.12). É claro que tem de ser; ela vem de Deus e demonstra a própria natureza dEle. Paulo declarou: “Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus” (Rm 7.22). Ele amava a lei, porque ela demonstra as perfeições dAquele que é santo. O cristão está livre da maldição e da condenação da lei, através da obra salvadora realizada por Cristo. Para o crente, a lei não é mais aquela voz aterrorizante, acusando-o e condenando-o. Cristo apagou a chama do Monte Sinai; o crente está liberto do pecado e da lei. Agora, entretanto, ele se tornou escravo de Jesus Cristo, seu grande Libertador, e cumpre a “lei de Cristo” (Gl 6.2). “Se me amais, guardarei os meus mandamentos”, afirmou o Salvador (Jo 14.15). O amor é a motivação íntima do crente; mas a lei de Cristo é sua diretriz. Como alguém já afirmou: “A lei são os olhos do amor. Sem lei, o amor é cego”.
Esses temas gêmeos, o resultado da revelação da soberania de Deus, ensinados tão claramente nas Escrituras, são os elementos que integram a conversa santa e a meditação proveitosa.
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