por C. van der Waal
A Noé foi concedido um olhar profético sobre o futuro, logo que se recuperou da embriaguez. É de se notar um certo elemento da promessa sobre o Messias nas palavras que Noé disse. Seu filho, Sem, foi abençoado – o que é uma indicação que o Messias seria um de seus descendentes. Jafé também recebeu uma bênção. Mas Canaã, um dos filhos de Cão, foi amaldiçoado. Passaria a ser escravo dos seus irmãos.
Esses vultos de profecia se projetam longe, para o futuro distante. Lendo isto, Israel pôde discernir como Deus governou tudo segundo Seu plano para a Sua Igreja. Uma nação separada haveria de emergir da descendência de Sem. Essa nação geraria o Messias e, nisso, seria uma bênção a todos os povos – inclusive os malditos caananitas (veja Mateus 15:21-8).
Ora, existem algumas pessoas que creem que todos os descendentes de Cão (e, com isso, elas querem na verdade dizer todos os que são de certas raças) labutam debaixo desta maldição, mesmo após o evento de Pentecostes. Contudo, isso é mentira. Não podemos cometer o erro de pressupor que todos os descendentes de Cão, um por um, foram sujeitos à maldição proferida por Noé. Somente Canaã foi amaldiçoado. (Os efeitos dessa maldição são inclusive bem evidentes na história de Israel).
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O autor: Cornelis van der Waal (1919-1980), teólogo reformado que passou a maior parte da vida na África do Sul, é mais conhecido por sua obra Sola Scriptura, um comentário bíblico em vários volumes tendo em vista a instrução básica na leitura pactual das Escrituras. Dizem que Dr. Vanderwaal tinha uma bela casa em Pretoria, cujo jardim refletia sua teologia do pacto e do envolvimento do cristão com a cultura como um chamado de Deus.
Tradução: Lucas G. Freire (Março 2012)
Fonte: Extraído de Search the Scriptures (St. Catharines: Paideia, 1978), v.1, p.69.
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