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AFIRMANDO A SANIDADE

 

O Pecado Original, a Queda dos primeiros pais, tornaram enferma a humanidade. A condição humana adquiriu a perecibilidade: adoece, envelhece e morre. A enfermidade tem uma dimensão física, mas, também, uma dimensão psíquica, moral e espiritual. Temos “defeitos de fabricação” em todas elas. Do ponto de vista emocional somos todos neuróticos, e alguns psicóticos.
Reconhecer que se é enfermo – disse alguém – é metade da cura. Os próximos passos seriam o diagnóstico correto e o terapeuta e a terapia adequada.
Jesus Cristo disse que não veio para os sãos, mas para os enfermos!
A narrativa dos evangelhos descreve que traziam a Jesus os endemoniados (possessos, doentes espirituais), os lunáticos (doentes mentais) e os aleijados (doentes físicos). E que a todos ele curava!
Daí se fala que “a Igreja é um grande hospital”, entre cujos pacientes se encontram os próprios terapeutas...

Quanto às enfermidades, não há Igreja neutra, mas podemos perceber a existência de três modelos:


As Comunidades Terapêuticas: a acolhida, o amor, o perdão, o apoio, a solidariedade, o estímulo, a fraternidade, a partilha, concorrem para a cura dos males de várias naturezas, recuperando as pessoas, aproximando-as do modelo sadio do Jesus Cristo-Homem. Esse modelo seria aquele que estaria no coração de Deus;
As Comunidades Patogênicas: o emocionalismo, o culto às personalidades, o legalismo, o moralismo, a manipulação concorrem para desencadear ou agravar patologias individuais dos fiéis, e do conjunto dos relacionamentos. Há estudos estatísticos sobre a presença de egressos dessas comunidades em consultórios e clínicas;
As Comunidades Indiferentes: com uma religiosidade tradicional ou formal, restrita aos ritos e dogmas, sem maiores preocupações com essa dimensão.



Robinson Cavalcanti

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