Jesus ia regularmente à sinagoga, abria e expunha as Escrituras. Os evangelistas nos informam que ele “ensinava”. Na grande comissão, Ele nos manda: “ensinando-os a guardar tudo que vos tenho ordenado”. Ensinar. Ensinar tudo. Ensinar a guardar e não apenas a conhecer. O ensino de Jesus não é o acadêmico grego, teórico, cognitivo, intelectivo, mas é um ensino existencial, com teoria e prática inseparáveis.
Crer é também pensar. Adora-se a Deus com a mente. Essa deve ser preenchida com as boas informações e os bons pensamentos. Sintonizados pelo Espírito Santo, “temos a mente de Cristo”.
A natureza caída do nosso pensamento e as informações decaídas ao derredor nos enche de informações e pensamentos distorcidos, negativos, errados.
O discípulo quer aprender do Mestre!
A primeira base para essa aprendizagem são as Sagradas Escrituras. Como não cremos em uma “mediunidade protestante”, nem em uma leitura ahistórica, de agora a Jerusalém, em um salto, e temos que nos precaver de revelações particulares e novas descobertas “originais”, devemos atentar para a Tradição, ou consenso dos fiéis: Os Credos, as decisões dos Concílios da Igreja Indivisa, as Confissões Reformadas, os pontos convergentes entre os Pais Apostólicos, os Pais da Igreja, os Reformadores e o contemporâneo.
Devemos ser sinceros na leitura e humildes nas conclusões, sabendo dos nossos condicionamentos culturais e subculturais, seculares e religiosos, dos “óculos” das nossas leituras. Busquemos, com a ajuda da História, da Geografia, da Linguística descobrir os sentidos dos textos, para depois “comer o Livro”, em nosso metabolismo espiritual.
Da leitura tiramos o projeto do Reino de Deus e seus valores, para conhecer a verdade e viver na verdade.
O conhecimento da História da Igreja – Universal e Nacional – é de máxima importância para os discípulos do crucificado, bem como o conhecimento de nossa época e conjuntura (“a Bíblia e o jornal do dia”, K. Barth).
Os cursos sobre Bíblia, Doutrina e História, as Escolas Bíblicas Dominicais, os sermões expositivos, a leitura de bons livros, nos tornarão melhores discípulos, bons alunos, bons aprendizes de Deus.
Aprendamos! Apreendamos! Ensinemos!
+Dom Robinson Cavalcanti
Fonte:http://www.dar.org.br/episcopal/3845-afirmando-o-discipulado-bispo-robinson-cavalcanti.html#JOSC_TOP
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